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21Você sabe qual é a primeira base de lançamento de foguetes da América do Sul, batizada com um nome curioso e que possui atrações que a estabelece no roteiro de moradores e turistas do Rio Grande do Norte? Conheça agora o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), que há quase 50 anos efetiva o Brasil no mapa mundial da ciência e tecnologia aeroespaciais.

 

Pioneira como centro de lançamentos de foguetes da América do Sul, a Barreira do Inferno é uma unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) criada em 1965. Em meio século de atuação, o CLBI contabiliza quase 3 mil lançamentos de veículos espaciais, bem como missões de peso no currículo, como o Projeto Apollo (1966-1968) e Baker-Nunn (1967), que envolviam a Agência Espacial Norte-Americana, a NASA, e o Instituto Smithsonian, ou o Projeto Ariane e Sonda Rosetta (2004), ambos em parceria com a Agência Espacial Europeia.

Lançamento de sonda no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.

Além da execução e prestação de apoio às atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais, o Centro é ainda responsável pela coleta e processamento de dados, execução de testes e experimentos e atividades de desenvolvimento tecnológico de interesse da Aeronáutica, relacionados à pesquisa e o desenvolvimento das atividades espaciais do País.

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Localizada na famosa Rota do Sol, em Parnamirim, a 12km da capital potiguar, Natal. Está subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), da Aeronáutica. A cidade sede, já conhecida como “Trampolim da Vitória” pela participação estratégica na II Guerra Mundial, por sua instalação ficaria também conhecida como a “Capital Espacial do Brasil”.

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No dia 15 de dezembro de 1965 foi lançado o primeiro foguete no CLBI: o Nike Apache, parte do Projeto Safo-Iono. Atualmente, o Centro lança apenas foguetes de pequeno porte, por já estar entre a área conurbada da cidade de Natal e a praia de Pirangi – o que limitou a área de segurança para os lançamentos de maior porte.

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Confira o vídeo de um dos lançamentos realizados em 2014 na Barreira do Inferno:

Meio Ambiente

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Do nome da Unidade ao trabalho diário na área de atuação, a beleza natural da fauna e flora potiguar é também uma marca do CLBI. A nomenclatura “Barreira do Inferno” nasceu entre os pescadores da Praia de Ponta Negra, que, ao voltar das pescarias em alto mar, com o final da tarde, observavam que as falésias ganhavam aparência de barreiras de fogo devido ao reflexo do Sol.

Área protegida militarmente e também de preservação ambiental, o Centro, que ocupa uma área de aproximadamente 1.800 hectares, também dispõe de projetos que visam contribuir para a preservação do patrimônio ambiental na região de Parnamirim.

Além do trabalho com as tartarugas marinhas, desenvolvido em parceria com o projeto Tamar, nos 9km de faixa de praia da base – que atua na área de pesquisa, conservação e manejo de cinco espécies de tartarugas marinhas, todas ameaçadas de extinção – o CLBI também abriga raposas, tatus, preás, lagartos, cobras e inúmeras aves. Na área de mata nativa, ainda é possível encontrar variadas espécies de flora.123

Na região predominam os ecossistemas de restinga e tabuleiro litorâneo associado ao bioma Mata Atlântica, que sofreu grande devastação ao longo das últimas décadas. Por isso, ações de preservação e de conscientização são desenvolvidas periodicamente, entre elas destaca-se a construção e a reforma dos muros e cercas, o que impede a entrada de pessoas não autorizadas; outra ação, a coleta seletiva de lixo orgânico, que proporciona a reciclagem dos resíduos; outra medida importante, são os mutirões de limpeza das praias, que estão sujeitas à ação do homem e do próprio movimento das marés.

Acervo

Lançamento de sonda no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.O visitante do CLBI terá acesso a um acervo repleto de peças originais e réplicas dos foguetes ali lançados, radares meteorológicos e mísseis, uma aeronave AT-26 Xavante, miniaturas de foguetes e painéis fotográficos que retratam a sua trajetória.

No site www.clbi.cta.br você encontra mais informações sobre o Centro de Cultura Espacial e Informações Turísticas da Barreira do Inferno, dedicado à preservação da história das atividades realizadas na Barreira. Na página, há detalhes sobre as personalidades, projetos e programas que marcaram a história da unidade, além do acervo que os visitantes encontram no local.

Com segurança 24 horas por dia, especialmente em épocas de campanhas de lançamento, a entrada ao CLBI não é aberta ao público de forma aleatória. Somente a visitação de grupos, como escolas e universidades, pode ser agendada previamente através do endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Mais informações, pelos telefones: (84) 3216-1455/1514.

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