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Treinamento de guarda e proteção.

Para um visitante desavisado, a rotina do efetivo do Pelotão de Cães de Guerra do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Belém (BINFAE-BE) pode parecer uma atividade lúdica. O treinamento dos cães para emprego nas missões do batalhão envolve brincadeiras, corrida e outra série de ações que trazem alegria para os militares que lá trabalham, mas todas essas atividades tem um objetivo claro: adestrar e manter os cães prontos para atuar na segurança e defesa das instalações e das tropas.

Com um efetivo de 16 militares, composto por um Aspirante Médico Veterinário, um Sargento e um Cabo de Segurança e Defesa e 13 soldados, o pelotão atua diariamente em função de 10 cães, cuidando das instalações e da saúde dos companheiros de quatro patas para que todos estejam aptos para o serviço militar. Atualmente, o canil dispõe de 5 filhotes, sendo que um desses já se encontra no estágio de treinamento, e 5 cães adultos operantes, com 4 atuando nas funções de guarda, proteção e policiamento, e uma cadela exclusiva para faro.

Para o treinamento de faro é preciso fazer um grande sacrifício: brincar com a Emy.

Para o treinamento de faro é preciso fazer um grande sacrifício: brincar com a Emy.

Após atuar por oito anos no canil da Base Aérea de Florianópolis, o Sargento Marcelo Surlemont de Souza trouxe uma experiência ampla e busca compartilhar os conhecimentos adquiridos com todos. “O treinamento dos soldados para lidar com os cães é realizado através da demonstração constante dos métodos. O que se busca é, principalmente, que se estabeleça uma relação de confiança do cão com o seu condutor, o que é a base para a realização do trabalho”, explica o sargento.

Sargento Surlemont e Bóris: relação de confiança entre condutor e cão.

Sargento Surlemont e Bóris: relação de confiança entre condutor e cão.

Recentemente, foi realizado o Treinamento de Controle de Distúrbio nas dependências do I COMAR, que teve como objetivo demonstrar o diferencial que o cão traz para a segurança da tropa e a responsabilidade exigida por quem conduz o cão.

A Assessoria de Comunicação Social do I COMAR acompanhou três tipos de treinamento de rotina: dois métodos de guarda e proteção (com e sem revista) e faro. Os soldados Wellyngton Pinheiro Pereira e Alfredo Estanislau Costa Siqueira, condutores dos cães empregados, realizaram simulações utilizando equipamentos de proteção e de treinamento.

Materiais utilizados para o treinamento.

Materiais utilizados para o treinamento.

Para a primeira demonstração de guarda e proteção, o cão Bóris foi conduzido pelo sargento Surlemont para ataque, sob voz de comando, à ameaça externa, interpretada pelo soldado Estanislau. A segunda demonstração de guarda e proteção foi realizada pelo soldado Wellington Pereira conduzindo o cão Hulk, que obedeceu aos comandos de ataque ao soldado Estanislau e aos comandos de guarda para realização de revista à ameaça.

Treinamento de guarda e proteção.

Treinamento de guarda e proteção.

Após sofrer tantos ataques, foi a vez do soldado Estanislau demonstrar com sua cadela Emy o método de treinamento para faro. “O treinamento da Emy ocorre através da brincadeira de jogar bola, porque o objetivo é que na atividade de faro ela procure objetos e substâncias entendendo que faz parte de um jogo”, afirma o soldado enquanto acaricia a cadela, que diferentemente dos demais cães, tem perfil dócil, característica importante para a sua função.

Utilizando uma caixa de madeira com buracos, o treinamento de faro ocorre através do jogo de lançar uma bola para a cadela pegar e esconder outra na caixa para ela buscar através do farejamento. Se a Emy não está em dia bom para brincadeira, não tem trabalho! “A diferença da Emy para os demais é que ela precisa estar disposta a brincar para o treinamento, senão recebe folga”, diz o sargento Surlemont.

Emy ao brincar de encontrar a bola executa importante missão: localizar entorpecentes.

Emy ao brincar de encontrar a bola executa importante missão: localizar entorpecentes.

Em 2014, o canil passou a contar com mais um apoio especializado, através do ingresso do Aspirante Veterinário Rodrigo Dias Silva, que atua na manutenção da saúde e no pronto atendimento aos cães. “Para mim é uma experiência nova e uma grata surpresa a atuação em canil militar. Estamos em processo de adaptação dos procedimentos para a atividade da medicina veterinária, já que é a primeira vez que o batalhão conta com a especialidade. Gosto muito da rotina, visto que posso atuar de forma exclusiva, dando aos cães o privilégio de ter apoio médico 24h” relata o aspirante, que também ressalta a alimentação balanceada que os cães recebem e o comprometimento dos militares no trabalho diário como fatores que facilitam a sua atuação.

Equipe do Pelotão de Cães de Guerra: seriedade no cumprimento das missões com os companheiros de 4 patas.

Equipe do Pelotão de Cães de Guerra: seriedade no cumprimento das missões com os companheiros de 4 patas.

Por intermédio dessa rotina constante de treinamentos, os cães encontram-se aptos para participar das atividades da Guarnição de Aeronáutica de Belém, atuando em formaturas, apoio no policiamento das instalações, sentinela, entre outras funções. Missão atribuída, para os cães do BINFAE-BE, é missão cumprida!

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