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Nascia em 20 de julho 1873 Alberto Santos-Dumont, um brasileiro que iria revolucionar o mundo com sua inventividade e genialidade. Este ser humano visionário, movido por um espírito inquieto e empreendedor, viria a se tornar uma das mais importantes personalidades da era moderna, não apenas em seu tempo, como também por deixar seu perpétuo legado na conquista dos ares.

Mas, o que pouca gente sabe é que sua história vai muito além do avião, do relógio de pulso e da volta na Torre Eiffel com o dirigível. Só para te convencer: previsão do futuro não é privilégio só do Júlio Verne. laughing

Duvida? Olha só!

 

Para começar, às origens: Santos Dumont é filho do engenheiro Henrique Dumont e da senhora Francisca Santos. E, ainda jovem, mudou-se para Paris, em 1892.

 “Já lhe dei hoje a liberdade: aqui está mais este capital. Tenho ainda alguns anos de vida; quero ver como você se conduz. Vá para Paris, o lugar mais perigoso para um rapaz. Vamos ver se se faz um homem; prefiro que não se faça doutor... Você procurará um especialista em Física, Química, Mecânica, e um eletricista. Estude essas matérias e não se esqueça que o futuro do mundo está na Mecânica. Você não precisa pensar em ganhar a vida; eu lhe deixarei o necessário para viver.” Henrique Dumont, após dar a emancipação ao filho Alberto.

Henrique Dumont

O jovem Alberto

 

Francisca Santos

 

 

 

O Balão Brasil - A paixão do Santos Dumont pelos ares surgiu com seu primeiro voo em um balão em Paris. Com o incentivo e financiamento do seu pai, foi um pulo para iniciar suas pesquisas e projetos visando à realização do seu sonho.

“Durante toda a viagem acompanhei as manobras do piloto; compreendia perfeitamente a razão de tudo enquanto ele fazia. Pareceu-me que nasci mesmo para a aeronáutica. Tudo se me apresentava muito simples e muito fácil; não senti vertigem, nem medo.”

Chegamos então à nossa primeira curiosidade: Seu primeiro invento foi o famoso Balão Brasil, criado em julho de 1898, por sinal, único a receber um nome:

“O meu primeiro balão
  O menor
  O mais lindo
  O único que teve um nome: o Brasil.”   

 

O Nº 1 - O inventor não desejava, no entanto, ficar à mercê dos ventos. Santos-Dumont projetava, financiava, construía e testava suas aeronaves com o apoio de mecânicos franceses. Foi aí que iniciou estudos para desenvolver balões dirigíveis. Usando materiais leves e modificando motores para aprimorar desempenho e reduzir peso, apresentou ao público o Nº 1, em setembro de 1898.

Com um motor a gasolina, uma novidade para dirigíveis, surpreendeu o mundo ao alcançar velocidades de até 30 km/h. Hoje parece pouco, mas na época, era uma coisa fantástica.wink

Dirigíveis - Mesmo sofrendo percalços durante seus experimentos (o dirigível Nº 2 acidentou-se ao decolar), Santos Dumont estava sempre tentando se aprimorar.

Com o Nº 3 (imagem abaixo) realizou testes com gás comum de iluminação e gás hidrogênio, percebendo que este seria o ideal, por ser 14 vezes mais leve que o ar. Propositadamente, a decolagem do Nº 3 foi realizada às 15h30min de 13 de novembro de 1899, coincidindo com o fim do mundo previsto por alguns videntes da época. tongue-out A ciência desafiava o misticismo.

 

Hangares - Essa é uma das ideias que alguém da época também deve ter se perguntado: "Por que não pensei nisso antes?".undecided O inventor acreditava que suas aeronaves precisavam ficar protegidas em uma espécie de “garagem aérea”. As despesas com o hidrogênio eram excessivas. Ao guardar os balões em hangares, não havia necessidade de esvaziá-los, o que gerava economia.

Construiu durante toda a sua carreira três hangares, todos eles com funcionalidades desenvolvidas para facilitar ao máximo sua operação.

Persistência - Passo a passo, Santos Dumont acrescentava melhorias em seus dirigíveis. O Nº 4 (já notou o padrão dos números não étongue-out) fez muito sucesso em Paris, no ano de 1900, quando foram realizadas a Grande Exposição e o Congresso Internacional Aeronáutico.

Santos-Dumont costumava voar com a Bandeira Nacional desfraldada.

Já o Nº 5 (Aí abaixo), mais potente, recebeu avanços em termos de diminuição de peso da estrutura. Foi com este dirigível que ele tentou conquistar o Prêmio Deutsch pela primeira vez. Porém, acidentou-se durante a tentativa.

 

Nº 5

 

 

O Prêmio Deutsch - Henry Deutsch, magnata do petróleo e membro do Aeroclube de Paris, instituiu um prêmio com seu nome, o qual seria entregue ao primeiro aeronauta que, partindo do Parque de Saint-Cloud, contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto inicial num prazo de 30 minutos, sem tocar em terra no trajeto. Uma distância total de 11 km para um prêmio de 129 mil francos.

Adivinha quem, a bordo do dirigível Nº 6, venceu o desafio com o tempo de 29 minutos e 30 segundos, e velocidade média de 30,6 km/h? Pois é...

O prêmio foi dividido: metade para os seus auxiliares e o restante para 3.950 pobres parisienses. Seu objetivo não eram prêmios, mas um ideal mais alto: a aeronavegabilidade.

“No trajeto para a Torre Eiffel, nem uma só vez olhei para os telhados de Paris: eu flutuava sobre um mar de branco e azul, nada mais vendo senão o meu objetivo.” Santos-Dumont.

 

 

Sobre Paris - Entre 1902 e 1904 Santos Dumont desenvolveu mais três invenções. O Nº 7, para voos de corridas, tinha motor mais potente e era mais comprido. Raramente voava, pois não havia competidores para concorrer com velocidades de 70 a 80 km/h. surprised

Supersticioso em relação ao número 8, passou direto para a construção do dirigível Nº 9 (imagem ao lado), oval e com apenas 12 metros de comprimento.

Com ele, fazia voos diários por Paris. Certa vez, pousou em frente ao seu apartamento na Avenida Champs Elysées para tomar café cool, o que, claro, causou alvoroço à imprensa, além de divertir imensamente a população. 

Já o Nº 10, conhecido por Ônibus, foi desenvolvido para aplicações pacíficas (transporte de passageiros). Foi o maior de todos os construídos.

“Foi o mais popular de todos os meus... filhos, só mais tarde suplantado pela minúscula Demoiselle”, citando o Nº 9. 

 

 

A grande invenção - Após experimentos com monoplano bimotor (Nº 11), um protótipo de helicóptero (Nº 12) e um balão semi-rígido (Nº 13), Santos-Dumont projetou o Nº 14, um dirigível de pequeno volume, mas de grande utilidade na concepção do 14-Bis, seu primeiro invento com asas.

“Continuando na minha ideia de evolução, dependurei o meu aeroplano (imagem ao lado) em meu último balão, o Nº 14; por esta razão, batizaram aquele com o nome de 14-Bis”, afirmou o brasileiro sobre o dirigível Nº 14 com o seu primeiro aeroplano. 

As primeiras experiências com o 14-Bis se iniciaram em julho de 1906.

O objetivo: voar com um aparelho mais pesado que o ar.

Com 210 kg e cauda voltada para frente, a aeronave tinha superfícies de seda japonesa com armações de bambu e conexões de alumínio.

Os cabos de comando eram de aço de primeira, usados pelos relojoeiros nos grandes relógios de igrejas.

Com potência inicial de 24 HP, o motor foi modificado, totalizando 50 HP, o que possibilitou que a hélice girasse a 1.500 RPM.

 

Fazendo história - A importância da busca do primeiro voo com um aparelho mais pesado que o ar era tamanha que vários prêmios eram oferecidos àqueles que obtivessem sucesso.

Um deles, o prêmio Archdeacon, era ofertado ao primeiro aviador que conseguisse voar por uma distância de 25 metros com ângulo de queda máximo de 25%.

Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle (foto ao lado), Alberto Santos-Dumont entrou definitivamente para a história, executando um voo de 60 metros, com altura estimada entre dois e três metros.

Não havia dúvida que um brasileiro havia realizado o primeiro voo. Em 12 de novembro, o pai da aviação ampliou seu feito, conseguindo voar por 223 metros, a uma altura de 6 metros. Pega essa irmãos Wright! tongue-out

“... perante a Comissão Científica do Aeroclube e de grande multidão, fiz o célebre voo de 223 metros, que confirmou inteiramente a possibilidade de um homem voar”, Santos-Dumont sobre o segundo voo do 14-Bis.

 

             

Primeira página

Aclamado em Paris, Cidade Luz, centro da Belle Époque, Santos-Dumont ganhou as manchetes do mundo a cada invento, principalmente com sua prodigiosa conquista em 1906.

 

 

 

 

 A Libélula

Com seu espírito inquieto e inovador, Santos-Dumont procurou aperfeiçoar seu maior invento: o aeroplano.

Dessa forma, produziu uma sequência de quatro aeronaves.

O primeiro, Nº 19, voou em fins de 1907. Sua criação, apelidada pela população parisiense de Demoiselle, assemelha-se muito ao atual ultraleve.    

A senhorita

“... Mandei, então, construir um motor especial de minha invenção, desenhado especialmente para um aeroplano minúsculo.

... Como era um aeroplano pequenino e transparente, deram-lhe o nome de ‘Libellule’ (libélula) ou ‘Demoiselle’ (senhorita).

Este foi, de todos os meus aparelhos, o mais fácil de conduzir, e o que conseguiu maior popularidade”, Santos-Dumont sobre o Demoiselle.

 

 

Prevendo o futuro

Visionário. Este é um dos adjetivos que podem definir Santos-Dumont. Além de conceber, testar e pilotar seus inventos, foi capaz de vislumbrar realidades que se concretizariam décadas depois.

Encurtando distâncias

"Estou convencido que os obstáculos de tempo e distância serão removidos... Os países distantes se encontrarão, apesar das barreiras de montanhas, rios e florestas."

"Prevejo uma época em que se farão carreiras regulares de aeroplano, entre as cidades sul-americanas, e também não me surpreenderá se, em poucos anos, houver linhas de aeroplanos funcionando entre as cidades dos Estados Unidos e a América do Sul."

Aeronave C-130 Hércules.

O Mundo ao Alcance

"Intimamente, creio que a navegação aérea será utilizada no transporte de correspondências e passageiros entre dois continentes."

Aeroporto Charles de Gaulle em Paris. 

Em prol da humanidade

"Melhorado pelas necessidades e exigências da guerra, o aeroplano – desviado dos fins destruidores – provará o seu incalculável valor como instrumento dos objetivos úteis da raça humana."

Aeronave C-130 Hércules.

Arma de guerra

"Unicamente uma esquadra de grandes aeroplanos, voando duzentos quilômetros por hora, poderia patrulhar estas longas costas."

"A guerra do futuro se fará em meio a rápidos cruzadores aéreos bombardeando à sua maneira os fortes, as tropas e os navios."

Aeronaves A-1 e F-5.

Guerra no mar

"... Nada impede a aeronave de destruir o submarino, apontando contra ele projéteis carregados de dinamite, capazes de penetrar pelas ondas até profundidades em que a artilharia de um encouraçado não alcança."

Aeronave P-3AM.

 Ensinando a voar

"Para ensinar uma arte não é bastante conhecer-lhe a técnica, mas é preciso, também, saber ensiná-la."

Aeronaves T-27 Tucano.

É isso, pessoal!! Aprendeu um pouco mais sobre o Santos Dumont? Então cumprimos nossa missão!! laughing

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