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Já pensou em participar de uma missão humanitária com a Força Aérea Brasileira (FAB)? Hoje, o Força Aérea Blog te convida para fazer parte da 33ª Missão dos Expedicionários da Saúde. Uma missão de sete dias que envolve três aeronaves da FAB mais seus aviadores, mecânicos... além de médicos voluntários civis. E vc! ;) Tudo isso para levar atendimento médico à população indígena da Amazônia! Embarque com a gente nessa aventura! 

 

Antes de embarcar na aeronave C-99 do Primeiro Esquadrão do Segundo Grupo de Aviação (1º/2º GAV), Esquadrão Condor, com destino a Maturacá, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, vale a pena entender o que é a Associação dos Expedicionários da Saúde! ;)

É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, que reúne médicos voluntários em expedições, que levam medicina especializada a populações indígenas da Amazônia brasileira. Na verdade, nada mais que um serviço complementar aos programas já existentes do Governo em apoio à saúde indígena, com o objetivo de evitar o transporte de pacientes por grandes distâncias até os hospitais públicos dos grandes centros urbanos.

O trabalho dos Expedicionários só é possível por conta das parcerias de médicos voluntários e instituições locais para a realização de diagnósticos e pré-seleção dos índios que realmente precisam ser atendidos no Centro Cirúrgico Móvel da Associação. Sem falar, é claro, do apoio de outros profissionais - professores, antropólogos, tradutores, etc -, da parceria com empresas e organizações que fazem doações financeiras, de serviços e de materiais. #UniãodeEsforços --> é aqui que a FAB embarca na 33ª Edição dos Expedicionários da Saúde. Dá uma olhada no infográfico a seguir e confere o apoio da Aeronáutica durante a missão:

#FABPresente na vida dos brasileiros

Você já deve ter acompanhado alguma ação da FAB ou pelo menos já ouviu falar, não é? Nós queremos mesmo estar presentes na vida dos brasileiros!!! E como isso acontece? Aqui nessa missão, em especial, fomos responsáveis pelo apoio de transporte aéreo aos expedicionários da saúde. Mas, você pode sentir a presença da FAB em diversas outras missões, como: controle de tráfego aéreo, defesa aérea, UTI aérea e transporte de órgãos, missões humanitárias no caso de catástrofe em  apoio a outras entidades públicas e muito mais.  #AsasqueProtegemoPaís 

Bom, mas o que queremos falar, na verdade, é de ajuda humanitária!!! Você que está louco pra embarcar na nossa aeronave C-99 vai ver que não é só o bem que vamos (nós e você) fazer, levando assistência aos índios, mas vivenciar uma aventura e sentir que estamos ajudando.

A Aviação de Transporte dá suporte nas missões onde mais se necessita (como essa que vamos embarcar, rsrs), de apoio logístico, de material e de pessoal. Ah! E não podemos esquecer também a Aviação de Asas Rotativas (helicópteros), que viabiliza o acesso às áreas mais remotas, como as aldeias dos índios ianomâmis, pertencentes à Comunidade Indígena de Maturacá. ;)

Antes de seguir viagem, vamos falar um pouco da Comunidade Indígena de Maturacá, área conhecida como 'Cabeça do Cachorro', na fronteira Brasil-Venezuela. A situação atual dos indígenas que lá habitam, os ianomâmis, é frágil, pois são constantemente ameaçados por garimpeiros. :(

#fiquepordentro No Brasil, há pelo menos quinze mil ianomâmis espalhados por 255 aldeias na região norte. Já na Venezuela, cerca de doze mil.

#fiquepordentro A expressão “Yanomami” quer dizer ser humano! Eles chamam os “estrangeiros” de “nape” - não humano. Esses indígenas sofreram com uma intensa invasão no período de 1987 a 1992, o que traumatizou toda uma população com um massacre de pelo menos 1500 integrantes desse povo. :(

Pronto, agora sim! Você está preparado para embarcar nessa missão! Seja bem-vindo a bordo! Aperte o cinto e vamos lá! Boa viagem! ;) Destino: São Gabriel da Cachoeira. Instituição apoiada: Associação dos Expedicionários da Saúde. Objetivo da missão: dar apoio aos médicos voluntários no atendimento aos índios ianomâmis.

Para quem não sabe, a região de Maturacá está em período chuvoso! Muitas nuvens e céu nublado! A região, apesar de ter a área coberta por radares do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), não conta com equipamentos de auxílio à navegação. Também não há como realizar pouso por instrumentos. Mais um desafio para nossos pilotos! ;)  

Depois de um voo tranquilo até São Gabriel da Cachoeira, desembarcamos da aeronave C-99 e seguimos no C-105 Amazonas, do Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1º/9º GAV), Esquadrão Arara, para podermos pousar em Maturacá.

 

Chegamos a Maturacá!

"Atenção tripulação, preparar para o pouso!" A pista de pouso foi construída pela Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), Organização pertencente ao Comando da Aeronáutica (COMAER), e tem 1500 metros de comprimento. Sem problemas! Apesar de "pista curta", nossos pilotos estão preparados. ;)  A bordo da aeronave: 45  voluntários da área de saúde e 8 toneladas de material, entre medicamentos, suprimentos e comida, de forma a instalar o complexo hospitalar provisório.


Para tornar a Expedição Yanomami possível, a FAB levou para Maturacá um reservatório com 10 mil litros de combustível e dois militares especialistas responsáveis pelo abastecimento dos helicópteros.

Colocando uma ordem na casa...

Deixa a gente explicar um pouco como é o complexo hospitalar. Ele foi montado por voluntários e pelo Exército Brasileiro em uma escola da região. O centro cirúrgico foi organizado no ginásio da escola. Já nas salas de aula, ficaram os consultórios e salas de pós operatório. 

Os índios são atendidos por triagem médica para fazer as cirurgias e são consultados pelos médicos voluntários da Expedição antes e depois das cirurgias realizadas no próprio complexo.

 

 

 

"Primeiro dia de trabalho, muito mais novidade, há tempos não me sentia tão longe da minha zona de conforto profissional: entrar em um centro cirúrgico dentro de uma barraca! Hospital de Campanha funciona melhor que alguns centros cirúrgicos que trabalhei em São Paulo! Pensar no isolamento social que os pacientes enfrentam e na possibilidade de trabalhar numa estrutura com a mesma tecnologia que pacientes particulares têm acesso me fez refletir sobre o valor que muitas vezes não damos às facilidades que temos em São Paulo." Dra. Marcella Malavazzi, médica anestesista.

 

Helicóptero Black Hawk da FAB

Aviadores, mecânicos e regateiros da FAB estão envolvidos para que os médicos consigam realizar as cirurgias. Nas aldeias, nossos militares têm o desafio de buscar áreas para pousar com segurança, ou seja, não tem um lugar definido para o pouso.

"A rota até a aldeia é muito bonita, passamos por dentro de vales e cadeias montanhosas e ao pé de uma dessas montanhas estava o nosso destino. Enquadramos a perna do vento, fizemos o cheque antes do pouso e aproximamos para a pista de grama da aldeia. Nessas aproximações temos de tomar muito cuidado pois o sopro do rotor pode derrubar telhados se não aproximarmos pelo melhor setor. Após o corte do motor os curiosos indígenas yanomamis já começaram a se aproximar da aeronave; olhavam para nós como se fossemos de outro mundo" relata o Ten Vargas, piloto do helicóptero. 

Durante todos os 7 dias de operação, um helicóptero H-60 Black Hawk, do Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAV) busca índios na aldeia até Maturacá para serem atendidos e depois os levam de volta. Na chegada, um caminhão do Exército transporta os pacientes para o centro cirúrgico.

O paciente Maurício Yanomami, de 64 anos, conta com orgulho “Cheguei aqui [no complexo] de avião”.

Segundo a Dra. Marcela, a comunicação com os indígenas é complicada, mesmo com auxílio dos intérpretes. Ela conta que anestesiou muitas crianças de diferentes idades. E que uma delas chamou sua atenção, a Iahame, de 5 anos, que tinha um pedacinho de madeira fina no nariz (tipo um piercing). Você tem ideia do que significa esse pedacinho de madeira? Não?!

#fiquepordentro Ela te conta “essa criança já está prometida em casamento”. ;)

O Ten Vargas conta também de uma índia que fraturou um osso: "aceleramos o embarque e decolamos o mais rápido possível para a comunidade de Marauiá. Nesses momentos, a adrenalina sobe, não sabíamos a gravidade do ferimento e cada segundo poderia fazer a diferença, mas, quando chegamos lá, ficamos aliviados em saber que era apenas um ferimento leve que necessitava de um cuidado fora da aldeia".

Para finalizar nossa missão, terminamos o Blog com a fala do nosso piloto: 

"Realmente foi emocionante ver o resultado de nosso trabalho tão rápido, ver crianças e adultos já tratados retornando para suas famílias foi muito legal, de fato foi  uma missão muito nobre realizada pela ONG e fazer parte desse processo foi muito gratificante. No último dia passamos na missão para nos despedirmos dos nossos amigos da ONG que já aparentavam o cansaço da rotina de cirurgias e atendimentos mas sem perder o sorriso e a motivação. Transportamos mais de 350 pacientes, pudemos ver a importância da Força Aérea Brasileira nessa região e como podemos fazer a diferença na vida dessas pessoas."

Depois de você participar junto com a gente em uma missão humanitária, está sentindo a sensação de Missão Cumprida?! ;)

Conta pra gente! O que achou da missão? ;)

 

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