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Bombas guiadas à laser, mísseis superfície-ar, óculos de visão noturna, metralhadoras, pistolas, operações de guerra simulada... Já viu que esse texto começou bem, né?cool Hoje, o post do Força Aérea Blog explora o operacional! E há motivo para isso: no dia 11 de novembro comemoramos o dia do Material Bélico da Aeronáutica. Então, segue com a gente até o final dessa página que você vai conhecer nosso Sistema, a história da data – que, como muitas por aqui, remonta aos heróis da II Guerra Mundial, como ingressar na FAB para trabalhar na área e os próprios armamentos. Vem conosco e descubra como a FAB leva a sério o antigo provérbio “Si vis pacem, para bellum”, ou “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Aí:

Para começar, vamos ao período favorito de 9 entre 10 fãs da história do militarismo: a Segunda Guerra Mundial.tongue-out Foi em 11 de novembro de 1944 que o 1° Grupo de Aviação de Caça realizou sua primeira missão como Unidade Aérea independente, constituindo a primeira Esquadrilha de P-47 composta exclusivamente por pilotos brasileiros.

Naquele dia, entre os bravos heróis daquela Unidade, destacava-se um Oficial que permaneceria todo o tempo em terra, mas nem por isso seria menos combatente: o 2° Tenente Especialista em Armamento Jorge da Silva Prado, Chefe das Seções de Armamento e Material Bélico. O Tenente Prado (esse cara aí do lado) era jovem, tinha na época 20 anos, e foi o responsável por gerir todo o armamento empregado pelo 1° Grupo de Aviação de Caça, na campanha da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra. Entre as atividades que cumpriu, junto a tantos outros Especialistas, o remuniciamento dos aviões, a harmonização das metralhadoras com o visor do tiro e a conjugação de comando de disparo das metralhadoras com as câmeras cinematográficas para registro dos resultados das missões. Notou que esse trabalho é quase uma arte, não é? O maior destaque dessa equipe? Agir com inteligência para mudar procedimentos, adaptar o projeto das aeronaves e desenvolver soluções criativas para os eventuais problemas dos P-47 Thunderbolt.

Ao regressar ao Brasil, Prado, que faleceu em 1991, introduziu novos métodos de armazenagem de material bélico, modificou sistemas de Ordens Técnicas e estabeleceu nomenclaturas adotadas pelas Forças Armadas do Brasil, além de idealizar bombas incendiárias e produzir os primeiros foguetes de aviação fabricados no País. Dá pra ver que o veterano de guerra dedicou toda sua carreira à área de material bélico. E não por acaso, tornou-se, em 22 de maio de 2015, o Patrono do Material Bélico da FAB.

A Estrutura

Ainda em 1945 foi criado o Depósito de Material Bélico da Aeronáutica, hoje conhecido como SISMAB – o Sistema de Material Bélico da Aeronáutica. De lá pra cá, muitas experiências foram acumuladas e muitas transformações foram incorporadas, acompanhando as ações modernizantes da Força Aérea.

Atualmente, o SISMAB conta com mais de 290 operadores em todo o Brasil. Para você entender melhor é só saber que onde existe uma pistola 9mm, existe um membro do SISMAB. E isso vale para qualquer tipo de armamento. Dos mais comuns dos serviços diários das unidades aos mísseis utilizados em operações aéreas, como a Zarabatana do Esquadrão Poti. Sobre ela e o emprego de míssil, canhão e foguetes, confira os vídeos:

A evolução do material bélico, contudo, não para e exige ainda mais investimento e incentivo para enfrentar os novos desafios. A busca incessante pelo conhecimento faz parte do dia a dia de quem atua na área. São profissionais cada vez melhor qualificados e preparados para manejar bombas guiadas a laser - como o Kit Lizard II, mísseis de quinta geração - como o A-Darter, sensores de última geração - como os sistemas Litening e Recclite de designação laser, sistemas para interferência radar como o SKY SHIELD, além do uso de sistemas de visão noturna e tantas outras tecnologias de defesa. Vai dizer que você conhecia tudo isso?smile

E tem muito mais! Radares, imageadores termais, mísseis de médio alcance dos Grupos de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (GAAAD), localizados em Manaus (AM), Canoas (RS) e Anápolis (GO); ou ainda o míssil antinavio AGM-84L Harpoon que, com 278km de alcance, será em breve utilizado pelos aviões de patrulha marítima P-3AM.

Ainda sobre o P-3, o Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), que opera a aeronave de patrulha marítima, realizou com sucesso o lançamento de bombas no estande de tiros de Marambaia, a 18 quilômetros da Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro. A operação foi parte do Exercício Orunganitas II e marcou o início do emprego armado do Guardião do Pré-Sal. Com velocidade inicial de 500 km/h, o artefato demorou apenas nove segundos para atingir o solo. Olha só:

O Sistema de Material Bélico da Aeronáutica é dirigido por seu órgão central, a DIRMAB, e operacionalizado pelo Parque de Material Bélico da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAMB-RJ). Na imagem ao lado você vê que outras unidades também fazem parte dessa linha: os Parques de Material Bélico da Aeronáutica de Recife, São Paulo, Lagoa Santa, Galeão e Afonsos, além do Destacamento de Suprimento e Manutenção de Manaus. No geral, tudo isso tem como responsabilidade o planejamento, a supervisão e o controle das atividades de aquisição, manutenção, distribuição e suprimento de itens bélicos para toda a Força Aérea Brasileira. É um trabalho e tanto para o cumprimento da missão da FAB!wink

O profissional

O especialista em armamentos é responsável pelos serviços técnicos de manutenção, estocagem e instalação de material bélico aéreo e terrestre, além de atuar no emprego de armamentos terrestres e na instrução de tiro com armas portáteis. O profissional atua ainda na manutenção e descontaminação do estande de aviação, local onde é empregado armamento aéreo.

Ficou interessado na área? Neste link você vai ficar por dentro de como entrar na EEAR, a Escola de Especialistas de Aeronáutica. Para saber mais sobre os cursos oferecidos, inclusive o de armamentos, é por aqui. E a gente ainda te oferece outra opção. No vídeo abaixo, tudo o que você precisa saber sobre a Especialidade, direto do programa Especialistas da FAB. Confira:

 

FAB & Indústria e Defesa

Você já deve conhecer o programa FAB & Indústria e Defesa. Se não, corre lá na nossa playlist e confira! Sério! Tanto, que é um dos programas de maior sucesso hoje na grade de programação da FABTV. Com periodicidade quadrimestral o programa mostra as curiosidades do processo produtivo dos insumos (ração operacional, munição, macacão de voo etc.) utilizados pela Força Aérea Brasileira. O tipo de coisa que você não vê em outro lugar. Por hora, a gente termina esse post especial do Material Bélico com duas de suas edições: descubra como são as produções da Pistola PT 92, uma das mais usadas pelas unidades da FAB, e das munições de armamentos. Gostou? Compartilha aí e deixe sua opinião! Até a próxima!wink  

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