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Você dedicou longas horas ao processo seletivo da Academia da Força Aérea e foi classificado! laughing Passou pelo Teste de Aptidão à Pilotagem Militar, fez o teste físico e realizou todos os exames médicos. Sobreviveu à saudade de casa durante o período de adaptação e finalmente está cursando o segundo ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores. Parabéns! cool Realmente, foi um longo caminho percorrido até aqui. Agora, é hora de dominar a aeronave T-25! Porém, mesmo que tenha imaginado esse momento por toda a sua vida, ainda existem certas informações que você não encontra numa pesquisa pela internet, não estão escritas em matérias do Portal da FAB e você não tem pra quem perguntar. Pensando em você, entrevistamos alguns cadetes e aviadores da Academia da Força Aérea para fazer a nossa lista das:

9 COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE O PRIMEIRO VOO SOLO NA ACADEMIA DA FORÇA AÉREA

 

1. Primeiro o brevê, depois a carteira de motorista!

Muitos cadetes realizam o voo solo antes mesmo de completar 18 anos, logo, não possuem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação, né?!). É claro que isso é usado como motivo para tirar a maior onda, com direito a post no Facebook. Afinal, não é com todo mundo que isso acontece. E enquanto o carro está vetado, o negócio é ir de carona mesmo...

 

2. Você deve conhecer a aeronave de olhos fechados, literalmente.

Antes do início da instrução aérea, os cadetes são avaliados em uma atividade chamada CHOVE. Calma, isso não envolve nenhum tipo de precipitação pluviométrica. CHOVE é uma abreviatura para "Cheque de Olhos Vendados". Os cadetes são levados a indicar o posicionamento de instrumentos e equipamentos utilizados na aeronave, com os olhos fechados! Isso não é loucura não! Tudo tem uma explicação: a memória muscular favorece o desempenho psicomotor no aprendizado de atividades mecânicas, como o voo (sabe aquela história da repetição levar à perfeição? Então, é mais ou menos por aí...). Assim, a operação da aeronave fica muito mais fácil. Nós ganhamos em tempo e em qualidade!!!

 

3. O voo está na sua cabeça 24 horas por dia, 7 dias por semana!

Você canta músicas durante seu banho? Pois aqui o cadete canta os procedimentos a serem adotados no voo!!! Como o aprendizado tem que acontecer em um período de tempo muito curto, toda hora é hora de imaginar e treinar os reflexos para o próximo voo. Logo, qualquer tempinho livre é utilizado para fazer o "mental", até mesmo naqueles momentos de descanso. O sistema de internato faz com que os cadetes mergulhem com intensidade no universo da aviação. No almoço, você está junto com seus amigos discutindo sobre o manual de instrução técnica da aeronave, no intervalo das aulas comenta sobre aquela pane simulada que aprendeu na última instrução, antes de dormir é a vez de repassar todas as etapas do voo e, claro, no banho é hora de cantar todas as emergências críticas, sem errar!

 

4. Aprendizado em poucas horas (poucas mesmo)!

Os cadetes saem para o seu primeiro voo solo após 13 horas de instrução. Para você ter uma ideia, a habilitação para dirigir um carro exige no mínimo 25 horas de treinamento e, em uma escola de aviação civil, a concessão de uma licença de piloto privado (o nível mais básico na formação de um piloto civil) requer entre 40 a 50 horas de voo. Isso não significa que os cadetes não estão bem preparados. A formação é abrangente e seletiva, por isso a preparação é estimulada e fundamental. Ela começa sempre no ano anterior, considerando o grande volume de provas no período prévio dos voos: prova sobre procedimentos, prova sobre a aeronave, prova sobre as emergências críticas, prova sobre as fases do voo e, claro, aquela famosa prova surpresa. Ou seja, eles chegam para dominar aquilo que já conhecem na teoria!

 

5. É como se fosse uma montanha russa, só que você tem os controles!

Durante o voo, o cadete experimenta inúmeras sensações associadas às diferentes atitudes da aeronave. Imagine ver o mundo girar em todas as direções e sentir três vezes o peso do seu corpo. Uma experiência incrível, como de quem vai a um parque de diversões curtir uma montanha russa... Isso nada mais é do que as forças da física atuando sobre você - carga G positiva e negativa e tudo o mais... Enquanto alguns pagam por isso, o cadete vivencia estas emoções como resultado diário da profissão que escolheu seguir. Tudo isso é indescritível!

 

6. Você ganha "superpoderes"

A variação do som do motor, a vibração da aeronave, aquela carga G e o indispensável voo por referências visuais são parâmetros fundamentais para um voo seguro. Então, apesar do cadete conhecer bem a aeronave, a primeira vez sozinho na nacele (cockpit) e a percepção da exclusiva responsabilidade por tudo o que irá ocorrer durante seu voo solo faz com que o ele explore ao máximo todos os seus sentidos, o que o leva a aprimorar suas percepções e reflexos de maneira muito espontânea. É quase como o sentido aranha do Peter Parker tongue-out

 

 

7. O motor apagou... e agora?! cry

Mantenha a calma e faça o que está previsto e tanto treinou. Durante as instruções aéreas, são ensinadas situações adversas no avião, as chamadas panes simuladas. O cadete treina exaustivamente procedimentos para que no final do voo tudo dê certo. E, caso algo mais grave aconteça durante o primeiro voo solo, ele estará preparado para pousar em emergência, se for o caso.

 

8. Você não vai querer usar seu cachecol somente no frio!

O maior orgulho do cadete é ostentar seu cachecol. cool  Ele é o símbolo da conquista do voo solo. Mais do que isso, representa o coroamento de todo um processo de aprendizado. Receber o cachecol é ter confirmado o seu domínio sobre a aeronave, o que faz dele um piloto!

O instrutor é responsável pela entrega!

Mas o do 01 é o Brigadeiro!

 

9. Você nunca sonhou tanto por um banho!

Ao voltar do voo solo, o cadete recebe o cachecol de seu instrutor de voo e segue para o famoso “banho do solo”. O evento é uma espécie de batizado e marca o ingresso do cadete no seleto rol de pilotos militares do Brasil! wink

 

A produção desta edição do Blog foi feita pela Tenente Vanessa, Relações Públicas da AFA, com o apoio do Tenente Aviador Amorin, instrutor de voo, e dos Cadetes Gabriel e Juan! smile

Quer saber mais sobre a rotina dos cadetes da FAB? Todos os meses eles produzem filmes com imagens dos principais eventos ocorridos naquele período. Os temas são definidos com base no Programa de Formação de Valores.

Ficou curioso e quer saber mais sobre a formação dos pilotos militares? Um dos programas do FAB em Ação mostra a formação básica na Academia da Força Aérea, os cursos de especialização nas aviações de caça, transporte e helicóptero até o comando das aeronaves consideradas de primeira linha.

E aí? Curtiu? Qual assunto você gostaria de ver por aqui? Conta pra gente! wink

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