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Às vezes, a vida do militar se parece muito com um episódio do “No Limite” tongue-out São casos de busca e salvamento, treinamentos, manobras; um misto de Rambo com MacGyver em cenários que só a geografia brasileira consegue oferecer! Na região Norte, em meio à floresta amazônica, por exemplo, em locais de difícil acesso, os militares da FAB conseguem se manter em lugares em que não há água potável, energia elétrica ou qualquer item que dependa de tecnologia. Mas é essa mesma tecnologia que agora permite transformar o dia a dia dos militares: para apoiar as missões, há uma grande estrutura que acompanha os grupamentos! No post de hoje, conheça o funcionamento da Unidade Celular de Intendência (UCI) da Base Aérea de Belém e como ela é operada! laughing

 

A Unidade Celular de Intendência de Belém (UCI-BE) possui dezenas de militares capacitados para serem convocados para as mais diversas demandas, identificados por meio do gorro azul com o uniforme camuflado. Mas antes de conhecer o trabalho deles, vamos entender o que é uma UCI!

A UCI é destinada a prestar apoio logístico às Unidades Militares em locais remotos ou desprovidos de recursos. Sua estrutura é composta por barracas modulares de campanha (BMC) e módulos estruturados para atender a diversas funcionalidades conforme a necessidade da missão. Sabe aquelas fotos de acampamento que você já viu por aí? Pois é... wink

Para acompanhar o funcionamento da UCI, imagine os cômodos de uma residência. Há sala de estar, cozinha, lavanderia, dormitórios e sanitários. Sério! laughing Uma UCI contêm BMCs que podem ser montadas com a função de sala de reuniões, de auditório e de alojamentos; Módulo de Alimentação a Pontos Remotos (MAPRE). Atualmente conta com versão mais moderna, o RODOMAPRE; Módulo de Lavanderia a Pontos Remotos (MLPR) e Módulo de Higienização a Pontos Remotos (MHPR). Todos os módulos da UCI podem ser equipados com energia elétrica, fornecida por meio de geradores, o que proporciona climatização dos ambientes (pode estar refrigerado ou aquecido conforme as características climáticas da região em que ocorrer uma missão), chuveiro elétrico e a utilização de equipamentos diversos. #PartiuUCI, né? tongue-out

Geralmente pensamos que os militares se alimentam com a ração operacional, mas isso não ocorre quando há um Módulo de Alimentação, que funciona como refeitório e pode oferecer cardápios comuns do dia a dia. Desse modo, é possível ao militar, fora de sede, dispor de todos os meios necessários para manter sua saúde e desempenhar a missão com qualidade de vida. Ter conforto durante as atividades não é um privilégio, e sim uma necessidade já que os desafios enfrentados pelos militares demandam o máximo da sua capacidade física e intelectual.

Os militares que compõem o efetivo de uma UCI realizam treinamento que os capacitam a planejar e operar os equipamentos de acordo com as peculiaridades da missão que irão prover. O curso é o Estágio de Intendência Operacional (EIOP), com duração de duas semanas, que é dividido em Módulo I – destinado aos Cabos e Sargentos para formar Operadores – e o Módulo II – que abrange os Oficiais Intendentes para formar os Planejadores Logísticos. Durante o curso, os militares aprendem a atender as necessidades de missões operacionais, de saúde, de engenharia, entre outras. Um exemplo são os Hospitais de Campanha (HCAMP), que podem ser montados tanto em terreno fixo como em estrutura móvel, como ocorreu na Operação Ágata 4, em que os atendimentos de saúde aconteceram a bordo de uma balsa da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA)

Os militares da UCI-BE têm vasto histórico de missões atendidas na Amazônia Oriental, área que abrange o Estado do Pará. Operar uma Unidade Celular de Intendência na região amazônica significa sobrepor barreiras naturais para possibilitar que a Força Aérea Brasileira chegue onde for requisitada. Pensa só no desafio! surprised As missões engajadas no Norte do País demandam grande apoio logístico, visto que é necessário ingressar no centro da floresta, em locais em que não chega estrutura de urbanização, mas há áreas de fronteira a serem protegidas e comunidades ribeirinhas (residentes às margens dos rios).

Entre as missões em que a UCI-BE é requisitada, estão as chamadas busca e salvamento do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV – Esquadrão Falcão), as Ações Cívico Sociais (ACISOS), que ocorrem isoladamente ou compondo as Operações Ágata, e as campanhas de saúde realizadas na região. Porém, nem sempre é possível um planejamento prévio dos atendimentos, visto que há demandas inesperadas que exigem o pronto emprego do efetivo da UCI. Para você ter uma ideia, em 2014, ocorreu um chamado ao meio-dia para atender uma equipe que estava há 350 km de Belém. Às 15h, todo o material estava embarcado, composto de uma barraca modular de campanha com climatizador, macas e todo o material elétrico necessário. wink

Em novembro de 2015, a UCI-BE apoiou a Ação Cívico Social da Operação Ágata 10, atuando por sete dias na cidade de Oiapoque (AP). No local, foram instaladas seis barracas modulares climatizadas que funcionaram como consultório para atendimento médico e odontológico.

Para acompanhar um dia na vida dos militares da UCI-BE é preciso chegar antes do efetivo da missão e permanecer após a conclusão das atividades -  o famoso chega primeiro e sai por último - já que a montagem e a desmontagem dos módulos da UCI são a primeira e a última etapa. Então, o que motiva os militares a atuar em uma Unidade Celular de Intendência? Vivenciar as manobras, dar apoio aos militares envolvidos e ajudar as comunidades são alguns dos motivos relatados pelo integrantes da UCI-BE.

Na rotina de trabalho, os militares deixam a boina azul para desempenhar atividades conforme a sua especialidade. É o caso do Cabo Renan Almeida Mota, com formação em Serviços Administrativos (SAD) e que trabalha na Secretaria do Esquadrão de Comando: “Participar da UCI-BE nos permite ir além das atividades-meio que desempenhamos para atuar diretamente na atividade-fim do militar. Por isso, me sinto duplamente útil, por contribuir com a BABE nas rotinas internas, que são a base para que possamos desempenhar nossa missão, como nas atividades fora de sede, atendendo quem precisar de nós”, relata o militar.

A vibração com o trabalho desempenhado é percebida pelos colegas da BABE e pelas equipes das missões que a UCI-BE apoia. Basta vê-los colocar a boina azul para atender algum chamado que se ouvem palavras de incentivo os seguindo no trajeto. “Quando chegamos no local da missão, os grupamentos envolvidos e a população oferecem ajuda, querem participar também. Acabam se motivando com o nosso empenho” observa o Cabo Waleson, que já operou a UCI em dias de chuva e presenciou o engajamento das pessoas no entorno em ajudar a descarregar o material.

Os militares em atividade e os que já estão na reserva mantêm a vibração que os une a UCI-BE e se reúnem frequentemente para confraternizar e relembrar as missões realizadas. Quem vivenciou a rotina de trabalho em uma UCI conhece o significado de operar módulos estruturados, pois eles são a base que o militar tem para cumprir a sua missão no local que for designado. Para quem usa boina azul da UCI, só existe uma resposta para qualquer chamado: Onde for, estaremos lá! cool

Por hoje é só! Como sempre, continue ligado no Força Aérea Blog! laughing Estamos preparando pautas interessantes para vocês! Conteúdo exclusivo, que você só ver por aqui. Até a próxima! wink

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