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Alguma vez na sua vida você já pensou em ir para a Antártica? surprised Pode parecer ousado, mas tem uma galera que sonha com isso desde antes de ingressar na Força Aérea Brasileira! laughing A partir daí, a jornada para fazer parte da tripulação antártica é longa, mas aqueles que já desfrutam desse privilégio garantem que vale a pena! Você pode se perguntar: e dá para pousar lá?! Dá sim, mas ninguém disse que é fácil! yell

Para começar, vamos explicar o porquê de irmos até lá! Em 1983, foi criada a Base Antártica Comandante Ferraz, que marcou o início da atuação brasileira no Pólo Sul. Dede então, o Esquadrão Gordo (1º/1º GT) presta apoio aerologístico aos militares e pesquisadores brasileiros do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).

Foto da primeira tripulação do Esquadrão Gordo que pousou na Antártica #xiiiiis

 

E aí, o pessoal precisa comer (não tem mercado), precisa de remédios (farmácia também não cry), receber uma correspondência e de vez em quando dizem que é bom dar uma passada em casa para ver a família, né?! embarassed E é para isso que estamos aqui! wink Quando o tempo está de mau humor, principalmente no inverno, os pilotos não conseguem nem pousar no continente gelado, precisando, muitas vezes, realizar o lançamento de cargas! Por ser a única aeronave da FAB capaz de operar de + 40ºC a - 40ºC, o C-130 Hércules é o vetor utilizado para as missões no continente gelado!

 

Mas, voltando ao assunto, como falamos, o caminho até lá é longo! No caso dos pilotos, primeiro é preciso ingressar na Força Aérea por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), que equivale ao ensino médio (tudo novinho mesmo, já cheio de sonhos na carreira), ou da Academia da Força Aérea (AFA), que corresponde ao ensino superior e aceita público feminino *segura essa informação! (aqui é que o bicho pega, é que nem faculdade em regime de internato: pode parecer difícil entrar, mas a vitória mesmo é sair... Dedicação total!). Após sete ou quatro anos de formação (suados!), os pilotos aprimoram suas técnicas de voo durante 1 ano no Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), em Natal (um paraíso no nordeste, merecido depois de quatro ou até sete anos de internato tongue-out).

Além dos pilotos, temos outras funções a bordo, de igual relevância, como os mecânicos de voo, mestres de carga, rádio navegadores e comissário de voo. Estes tripulantes são formados pela Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), num curso técnico de dois anos. Os especialistas não precisam passar por Unidades Aéreas com aeronaves de menor porte, podendo ser transferidos diretamente para o 1º/1º GT, após a conclusão da sua formação, desde que tenham obtido excelentes resultados durante a sua especialização.

Já os pilotos devem, inicialmente, passar por uma Unidade Aérea que opere aeronaves de pequeno ou médio porte (como Bandeirante, Caravan, Brasília ou Amazonas), onde adquirem experiência por um período que pode variar de três a cinco anos. Aí estarão aptos para ingressar em um dos Esquadrões de Voo da primeira linha da Aviação de Transporte - em nosso caso, o Esquadrão Gordo, sediado na Base Aérea do Galeão. Mas o ingresso no quadro de tripulantes antárticos não acontece de imediato, eles ainda terão algumas etapas pela frente!

 

1º ANO - Formação de piloto de C-130 e adaptação às missões de transporte aeroterrestre (TAET)

 

2º ano - Missões operacionais e curso de Reabastecimento em Voo (REVO)

 

 3º ano - Missão SAR (Busca e Salvamento)

 

 

4º ano - Formação como instrutor da aeronave C-130

 

Após atingirem o último estágio na progressão operacional da aeronave C-130, acontece o tão esperado Conselho Antártico aos instrutores. A tripulação antártica, juntamente com o Comandante e o Oficial de Operações do 1º/1º GT, se reúne para avaliar o conceito, a padronização e a capacitação técnica dos candidatos a tripulante antártico. Enquanto isso, na sala de justiça, os candidatos roem unhas, fazem promessas, simpatia e tudo mais, com dedos cruzados pelo resultado. E não é à toa, né?! É uma conquista inigualável na trajetória de um tripulante do Esquadrão Gordo! Mas os desafios que o continente gelado impõe não são simples e exigem preparo físico e psicológico para encarar situações adversas no ambiente mais hostil do planeta. Após a escolha, os tripulantes ainda são submetidos a uma atividade de sobrevivência no gelo, realizada no Chile, com apoio da Força Aérea Chilena.

BRRR! #QUEFRIO #CongeleiSódeVerEssaFoto

 

>>*CORTA PRA INFORMAÇÃO QUE VOCÊ DEVERIA TER GUARDADO LÁ EM CIMA!<< wink

A Capitão Aviadora Joyce é a primeira mulher a pilotar uma aeronave de transporte C-130 Hércules e única mulher piloto antártica do BRASIL! surprised kiss Apesar disso, ela encara esses acontecimentos com muita naturalidade: "Desde a entrada das primeiras mulheres na FAB, em 1982, e posteriormente na AFA, em 1996, estas pioneiras já vinham demonstrando a força e a capacidade da mulher realizar as mesmas funções que os homens, e assim abriram caminho para as que vieram depois!"

 

Amazonense, ela é piloto de C-130 desde 2012. Em 2015 foi submetida ao Conselho Antártico que falamos ali em cima! Roeu todas as unhas na sala de espera e foi aprovada, juntamente com mais dois pilotos! laughing E, desde então, passou a se dedicar mais ainda aos estudos e treinamentos para encarar sua primeira missão que ocorreu mês passado!

 

 

Na primeira missão dela no continente gelado, o tempo não ajudou muito... frown

 

 

"Só conseguimos pousar no primeiro dia, cumprindo a missão programada pela Marinha. No dia previsto para treinamento da tripulação, as condições meteorológicas desfavoráveis impediram nossa operação. Com essa primeira ida, sem estar voando, deu pra sentir apenas que a operação requer bastante preparo e planejamento".

A próxima missão já tem data: 11 de abril! Dessa vez, ela deve ir pilotando! cool Agora também estamos com um friozinho na barriga, curiosos pra saber como será, só cruzando os dedos para que dê tudo certo e que o tempo ajude! tongue-out Quem aí está na torcida conosco?!

 

 

Por enquanto, a Capitão Joyce cumpre a função de instrutora da aeronave C-130 e é habilitada a cumprir missões de reabastecimento em voo, lançamento de paraquedistas, busca e salvamento e missões de transporte aéreo logístico da FAB!

>>AGORA CORTA PRA MISSÃO!<< wink

E então, chegou a hora... Finalmente #PartiuAntartica! laughing Por falar em frio, os pinguins, como são conhecidos estes militares (nada mais adequado, hehe), usam um broche estilizado deste animal em seus macacões de voo, pra tirar aquela onda! cool Preso à gola, ele é exibido como um troféu, significa muito trabalho, dedicação e também a alegria de participar de uma missão tão nobre! Nos próximos quatro anos, ou mais, fazendo parte deste seleto grupo, os escolhidos renovam seus ciclos e ainda são responsáveis pela formação de novos integrantes!

 

 

#SeLiga nessa rota:

 

E porque é importante você saber disso? Primeiro porque a sociedade precisa saber que o Brasil está engajado em pesquisas de âmbito global em um tema tão atual como o meio ambiente. A segunda é para que todos conheçam a complexidade de uma operação militar no ambiente mais adverso do planeta e tenham orgulho de suas Forças Armadas!

 

Motivo de honra para os que cumprem, esperança para os envolvidos, saudade para quem já viveu e orgulho para os que admiram, a Missão Antártica Brasileira escreve uma história de sucesso há mais de 33 anos. E temos certeza que suas glórias permanecerão sempre com um lugar especial na memória e no coração dos nossos tripulantes antárticos! laughing

Para conhecer melhor a missão da FAB no continente Antártico, veja nossos álbuns no Flickr e dê uma passadinha na matéria da Aerovisão!

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É isso! Qual assunto você gostaria de ver por aqui? Conta pra gente! wink

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