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De um lado, o sonho que não se realizou; de outro, a paixão por jogos, videogames e tecnologia. A Engenharia como denominador comum e o ITA como celeiro de oportunidades! Com todos esses personagens, o resultado não seria outro: uma formação suada; experiências "somente" na Alemanha, França e instituições pouco conhecidas, tipo a NASA!; tongue-out e um empreendimento de sucesso escolhido para ajudar na segurança dos Jogos Olímpicos! Pois é... E você ainda não tem nem ideia do que fazer da vida! undecided Se eu fosse você, consideraria seguir este caminho! cool 

Leonardo Nogueira e Bruno Avena de Azevedo são naturais do Rio de Janeiro (RJ). Eles se conheceram em 2005 no PENSI – Colégio e Curso (cursinho pré-vestibular), antes de serem aprovados no Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, onde estudaram e se formaram em 2010. Leonardo sempre sonhou em trabalhar com aeronáutica. Inicialmente pensou em ser piloto, porém, foi reprovado no exame de saúde da Academia da Força Aérea por ter escoliose. “Não sendo piloto, pensei que a melhor coisa então seria construir aviões. Quando descobri que existia o ITA, não tive dúvida de que era o que eu queria”, afirma Leonardo.

Já o Bruno, desde criança, sonhava em ter sua própria empresa e era um aficionado por jogos de estratégia, computadores e tecnologia. No final do segundo ano do ensino médio, ele teve o “estalo” de que o Instituto Militar de Engenharia – IME e o ITA seriam a melhor forma de se capacitar para ser um empreendedor em tecnologia. Após as aprovações nos dois vestibulares, ele visitou o ITA e viu que a instituição poderia lhe proporcionar muito mais do que uma formação acadêmica. Era um celeiro das melhores mentes num contexto de singularidade de progresso científico e industrial no Brasil.

 

Bruno (na primeira fila, à esq.) em uma aula no ITA.

 

A graduação no ITA não foi fácil para os dois. “Pra quem achava que entrar era difícil, sair com o diploma se mostrou bem mais complicado”, conta Leonardo. Apesar disso, eles tiveram boas experiências. O próprio Leonardo, após realizar alguns estágios, fez um intercâmbio com a TU-Berlin (Universidade Técnica de Berlim), onde acabou desenvolvendo o seu trabalho de graduação. 

Leonardo (o 2º da dir. para a esq.) no Curso de voo a vela. 

“O ITA é uma escola de vida, uma musculação cerebral e sobretudo um exercício de resiliência”, assim o Bruno define sua graduação no ITA. Ele iniciou no curso de Engenharia Mecânica-Aeronáutica e, posteriormente, transferiu-se para o curso de Engenharia Aeronáutica. Depois disso, fez um intercâmbio pioneiro no Instituto Superior de Aeronáutica da França - ISAE/SUPAERO (Toulouse), onde em um ano, além das matérias de substituição, conseguiu o título de Mestre, fazendo sua dissertação de mestrado no NASA Jet Propulsion Laboratory (nos Estados Unidos), uma das principais referências na exploração planetária, cenário onde se passa parte do filme Perdido em Marte, por exemplo. Lá, trabalhou com balões e dirigíveis para exploração planetária, em especial Titã, uma lua de Saturno. 

         
Bruno durante o seu mestrado no NASA Jet Propulsion Laboratory.

Titã é considerado um dos corpos do sistema solar com potencial para abrigar vida, por ter uma atmosfera muito parecida com a da Terra, porém, mais fria e mais densa, e por isso ideal para o uso de balões e dirigíveis como veículos de exploração. Possui um ciclo hidrológico bastante ativo, com chuvas e lagos. A diferença é que são de metano ao invés de água! O veículo preferido para a missão é um balão de ar quente (conhecido como Montgolfier, em homenagem aos irmãos franceses que fizeram o primeiro voo de balão, embora tenha sido inventado mesmo por Bartolomeu de Gusmão, um brasileiro). 

Cena do filme Perdido em Marte. Se você ainda não assistiu, #ficadica wink. Assista ao Trailer clicando aqui.  

 

O Bruno também teve a opção de ir trabalhar no projeto Solar Impulse, na Suíça, que estava na fase de ensaios em voo do avião solar que daria a volta ao mundo. Porém, ele optou pela NASA, apesar de saber que lá não seria remunerado.

Após formado, o Leonardo trabalhou na GOL Linhas Aéreas e, em fevereiro de 2011, ele e o Bruno criaram a ALTAVE - uma empresa que desenvolve e produz soluções inovadoras embarcadas em plataformas mais leves que o ar -, que nasceu na Incubaero - incubadora criada em 2004 pela Fundação Casimiro Montenegro Filho, que atua no âmbito do ITA e auxilia jovens empreendedores a darem os primeiros passos na criação de empresas de base tecnológica. 

Leonardo e Bruno em uma das fotos no dia da formatura no ITA.

 

Já o Bruno sempre teve como sua primeira opção empreender, desde que entrou no ITA. Ainda durante a graduação, ele começou a se interessar por veículos não tripulados. Após formado, recebeu convites para trabalhar na Embraer, fazer doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia – Caltech, nos Estados Unidos, e para retornar à França com a bolsa Égide Eiffel para continuar a pesquisa no ISAE, mas já estava decidido que era o momento de empreender. Em paralelo, manteve o aspecto acadêmico desenvolvendo uma Tese de Doutorado em Mecânica de Voo de Balões Cativos no ITA. 

A ALTAVE

A ALTAVE nasceu literalmente dentro do ITA. Leonardo e Bruno ainda estavam no alojamento quando escreveram o primeiro plano de negócios. Logo depois, receberam também os primeiros incentivos: subvenções da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para conduzir o desenvolvimento de “Plataformas mais leves que o ar para múltiplos usos”.

Com os projetos contratados e estabelecidos na Incubaero, eles conseguiram formalizar uma parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial – DCTA, recebendo uma valiosa orientação quanto à operação (segurança) e à condução da pesquisa. Hoje, eles desenvolvem trabalhos em conjunto com os seguintes institutos: ITA, Instituto de Fomento e Coordenação Industrial – IFI, Instituto de Aeronáutica e Espaço – IAE e Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo - IPEV. 

Balões vão atuar na segurança dos brasileiros e turistas que estarão na Olimpíada 2016

O fruto de toda essa trajetória (com o apoio de sua equipe de profissionais) foi que eles desenvolveram 4 balões com câmeras de alta resolução que irão atuar no esquema de segurança dos Jogos Olímpicos desse ano.

Sessenta policiais militares e vinte guardas municipais do Rio estão sendo treinados pela ALTAVE para operar os balões. Os equipamentos foram entregues em outubro. É a primeira vez que eles farão o monitoramento de um grande evento mundial, o que despertou o interesse de outros países. 

Sistema ALTAVE HORIZONTE na Copa das Confederações (Foto de Laise Mendes). 

 

Representantes da cidade de Tóquio, sede da Olimpíada de 2020, e do Qatar, que receberá a Copa de 2022, estiveram no Brasil para conhecer mais detalhes sobre o sistema, capaz de detectar a presença humana a 13 km de distância. 

As imagens produzidas pelas 13 câmeras instaladas em cada um dos balões serão enviadas, em tempo real, para o Centro Integrado de Comando e Controle Regional - CNDEN. E o software de gestão do sistema, instalado nas câmeras, também foi desenvolvido pela empresa que nasceu na Incubaero. 

Entrega do novo sistema ALTAVE OMNI para os Jogos Olímpicos RIO 2016 (Foto de Laise Mendes).

 

Projetados para operar por até 72 horas e podendo ser recarregados em apenas 15 minutos, os balões que serão usados na Olimpíada podem alcançar até 230 metros de altura e suportar ventos de até 80km/h, além de serem resistentes a tiros. Uma das principais vantagens da utilização dos balões no monitoramento contínuo é o baixo custo de operação - da ordem de R$ 50,00 a hora voada, enquanto outras plataformas chegam a R$ 1 mil por hora.

Para conquistar o contrato com o Ministério da Justiça, através da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) do Rio de Janeiro, avaliado em R$ 23,1 milhões, a ALTAVE enfrentou concorrência internacional, disputada por grandes competidores do setor aeroespacial, como a americana Boeing e o grupo francês Sagem.

Sistema ALTAVE HORIZONTE pronto para a ação com o Batalhão de Choque no Carnaval do Rio de Janeiro (Foto ALTAVE).

 

O fornecimento dos balões para os Jogos Olímpicos foi o primeiro grande contrato da ALTAVE e trouxe desdobramentos rápidos e muito positivos em termos de novos negócios. Bem antes disso, no entanto, com apenas seis meses de atividade, a empresa já havia fornecido seus primeiros balões para a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).

Além da Chesf, a ALTAVE já forneceu balões para a Polícia Militar de São Paulo, que os usou no monitoramento da Operação Romeiro, em Aparecida/SP. Os balões também já foram usados pela empresa Itaipava, no monitoramento de áreas agrícolas e em ações de marketing.

O Exército Brasileiro testou os balões da ALTAVE durante as operações de pacificação da favela da Maré, no Rio, e em um seminário em Manaus, que mostrou o emprego desse tipo de sistema no monitoramento da Amazônia. 

ALTAVE HORIZONTE no Centro de Controle montado para o Galo da Madrugada em Recife (Foto ALTAVE).

 

A ALTAVE foi convidada pelo Exército para apresentar proposta de fornecimento de balões a dois programas estratégicos de defesa: o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e o Proteger, de proteção de estruturas estratégicas terrestres. 

Equipe do COE/BOPE empregando o sistema ALTAVE HORIZONTE na Maré (Foto ALTAVE).

 

No mercado brasileiro, a ALTAVE é a única empresa que produz balões para múltiplas aplicações, em especial telecomunicação e monitoramento urbano. A parceria com o ITA e os Institutos do DCTA também ajudaram no processo de consolidação da empresa, afirmam os diretores da ALTAVE. 

Gostou do post? Temos uma dica. Se você quiser conhecer mais sobre a Incubaero, veja notícia da Agência Força Aérea: Incubadora do ITA auxilia jovens empreendedores a darem os primeiros passos. 

Quer saber mais sobre os cursos de graduação do ITA? Então acesse www.ita.br/grad 

Isso é pouco? Ok, ok... Então você vai gostar de ler também a nossa Revista Aerovisão com uma reportagem especial sobre a instituição: "ITA: 'Fábrica de Cérebros'".  

Está com dúvidas sobre o ingresso no ITA? Então acesse www.fab.mil.br/ingresso

Até o próximo post! cool 

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