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Os Jogos Olímpicos Rio 2016 já começaram há muito tempo para os esquadrões de asas rotativas da Força Aérea Brasileira. Eles também serão responsáveis pela segurança do espaço aéreo brasileiro durante os Jogos Olímpicos e já vêm se preparando para garantir o sucesso de mais essa missão há alguns anos.

Eventos como os Jogos Mundiais Militares, em 2011, a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo de 2014 e a Operações Ágata, entre outros, são alguns dos exemplos de preparação para a execução da defesa aérea na Rio 2016.

Mas como assim (você deve estar se perguntando)? Helicóptero responsável pela defesa aérea? Isso não é missão de aeronaves de caça??? Vem com a gente que vamos explicar tudo!!!!   

Como vocês provavelmente já sabem, a missão constitucional da FAB é “garantir a defesa do espaço aéreo brasileiro, com vistas à defesa da pátria”. O que talvez alguns de vocês não saibam é que possuímos esquadrões de asas rotativas imbuídos diretamente nessa missão. Como é o caso do Esquadrão Poti (equipado com o helicóptero AH-2 Sabre), do Esquadrão Harpia (equipado com o H-60L Black Hawk) e do Esquadrão Pantera (também equipado com H-60L Black Hawk).

Nacele do helicóptero H-60L.

Mas por que helicópteros se os caças são tão mais rápidos? 

Os helicópteros são conhecidos por realizarem voos com uma manobrabilidade que as aeronaves de asas fixas não têm. Dessa maneira, são os principais responsáveis por realizar interceptações das chamadas aeronaves de baixa performance, que costumam voar a baixa velocidade e a baixa altura, como é o caso de aeronaves Cessna, Seneca e dos muitos helicópteros voados no Brasil.

Reduzir a velocidade a quase zero para realizar uma curva mais fechada, voar em segurança a baixa altura e facilidade em decolar e pousar sem necessidade de pista de pouso são algumas das características que traduzem a necessidade de aeronaves de asas rotativas no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

H-60L armado para treinamento de tiro aéreo.

Para serem empregados como elo da defesa aérea, os esquadrões precisam de muito treinamento. A formação de pilotos e tripulantes é essencial para que a missão seja bem sucedida; no Esquadrão Pantera, eles realizam aproximadamente 50 horas de instrução antes de serem considerados “operacionais”, termo que é usado para definir quem está apto a integrar uma operação militar na sua íntegra.

Durante essas 50 horas, são realizados diversos treinamentos, entre eles transporte de carga externa, resgate em área restrita, tiro lateral, tiro aéreo e muitos outros, todos eles executados tanto de dia, quanto à noite, com o uso dos óculos de visão noturna (NVG – night vision goggles).

 

Treinamento com óculos de visão noturna.

- Operacional -

Após serem declaradas operacionais, as tripulações estão prontas para cumprirem as missões e operações determinadas pelo Comando da Aeronáutica. Porém, o treinamento não para por aí, pois sabemos que sempre há o que melhorar. Por isso, a FAB está sempre se reciclando e atualizando conhecimentos e técnicas de pilotagem. Todos os anos são realizados diversos exercícios e operações para manter a operacionalidade das tripulações, de modo a garantir a constante soberania do nosso país. Para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o Esquadrão Pantera, assim como os demais esquadrões de asas rotativas, buscou a preparação de diversas maneiras.

Treinamento de voo de formatura. 

O Curso de Piloto Operacional de Defesa Aérea é ministrado anualmente para os pilotos recém chegados. No entanto, neste ano, foi realizada uma reciclagem para todos os pilotos integrantes do esquadrão. Uma semana de estudo direcionado, visando atualizar e padronizar os militares de acordo com as legislações que regem o SISDABRA.

Outro treinamento realizado em solo é o estudo de Percepção Visual de Objetivos (PVO), que consiste em capacitar as tripulações para reconhecerem as nuances de possíveis ameaças para áreas e pontos sensíveis (como estádios de futebol e ginásios poliesportivos). Durante os estudos de PVO, os aeronavegantes do 5°/8° GAV conhecem as características mais importantes de aeronaves, de modo que consigam identificar a aeronave que está invadindo o espaço aéreo restrito/proibido.

- Tiro aéreo com helicóptero -

Treinamento de tiro aéreo. 

Agora vamos para a parte prática, Ok? Nessa mesma característica de muito estudo e muita preparação, chegamos ao emprego do tiro aéreo com helicóptero. No mês de maio, o Esquadrão Pantera esteve envolvido no exercício operacional Cacequi, realizado no estande de tiro de Saicã/RS (confira aqui como foi o exercício em 2015). Durante duas semanas, os pilotos, mecânicos de aeronave e metralhadores estiveram envolvidos no treinamento de táticas de tiro aéreo no voo diurno e noturno, com óculos de visão noturna. Equipado com duas metralhadoras Minigun M134 para o tiro lateral, os helicópteros H-60L Black Hawk são uma ferramenta muito versátil e útil no cumprimento da missão constitucional da FAB. Por falar nisso, se necessário for, estamos preparados para adotar os procedimentos previstos para conter aeronaves suspeitas ou hostis, que possam apresentar ameaça à segurança, no período de realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.  

Momento da realização do tiro lateral.

M 134 Minigun 7.62mm do helicóptero H-60L Black Hawk.

 

Ricochete de munição da M134 após o alvo no solo.

Finda a campanha de tiro lateral, é hora de treinar aquilo que foi aprendido no Curso de Piloto Operacional de Defesa Aérea. No mês de junho, foi realizado um treinamento de técnicas de voo que permitem uma interceptação mais eficiente, assim como o treinamento de procedimentos de policiamento do espaço aéreo, tudo isso como um ensaio para a Rio 2016.

Durante as Olimpíadas, assim como durante a Copa do Mundo e demais eventos de grande porte, existem pontos e áreas de não sobrevoo, determinação que visa única e exclusivamente à segurança da população brasileira e do público visitante. Quando uma aeronave não respeita essa regra, elos da defesa aérea são acionados para interceptá-la e garantir a segurança daqueles que estão lá embaixo assistindo à competição. Como interrogar, como orientar, como abordar essas aeronaves e como executar as medidas de policiamento do espaço aéreo foi o foco deste treinamento para o Esquadrão Pantera.

Gostou do assunto de interceptação? Então aproveite e leia outro post aqui do Força Aérea Blog: "Na defesa da fronteira: a interceptação de aeronaves"

Vista aérea do Maracanã durante treinamento.

Esse é mais um exemplo de como a Força Aérea Brasileira está se preparou para a Rio 2016. Muitas vezes nem sabemos o que envolve um evento grandioso como os Jogos Olímpicos, né? Bom, agora você já sabe um pouco mais sobre como a aviação de asas rotativas da FAB está trabalhando para garantir que o evento RIO 2016 seja espetacular.

Confira abaixo um infográfico completo sobre a atuação da FAB na defesa aérea dos Jogos Olímpicos:

Agora que você já leu esse post, aproveite para conhecer um pouco mais sobre a aviação de asas rotativas da FAB: 

Quer conhecer um pouco mais do Esquadrão Pantera? Ok! Assista ao vídeo abaixo e acompanhe várias missões reais já realizadas. E quem conta para você é um militar dessa Unidade da Base Aérea de Santa Maria. 

Entendi... Você é daqueles que gosta mais do Esquadrão Harpia, sediado na Base Aérea de Manaus, não é mesmo? Ok, confira abaixo a atuação desse Esquadrão em uma missão real. 

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