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Nos últimos dias, com certeza, você ouviu falar muito sobre o acidente aéreo que ocorreu em Paraty/RJ. Desde então, várias notícias sobre o processo de investigação foram divulgadas, o que pode ter criado dúvidas em você.

Mas agora, em primeira mão, você, amigo leitor do Força Aérea Blog, vai entender, dia após dia, tudo o que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) realizou desde o dia do acidente. Abaixo, você confere a versão oficial da FAB sobre os últimos fatos.

 

 

QUINTA-FEIRA, 19 de janeiro de 2017: O Acidente

Por volta de 15h, o CENIPA tomou conhecimento de um acidente aeronáutico na região de Paraty (RJ), envolvendo a aeronave King Air C-90GT de matrícula PR-SOM.

Logo em seguida, uma equipe do Terceiro Serviço Regional de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA-3) - serviço regional do CENIPA, sediado na cidade do Rio de Janeiro - deslocou-se para o local para iniciar as investigações.

Em paralelo, equipes do Quarto Serviço Regional de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA-4), sediado em São Paulo, foram enviadas para o Aeroporto Campo de Marte, de onde a aeronave decolou, e também para Sorocaba, sede da empresa responsável pela manutenção do avião acidentado, em busca de maiores informações. Na mesma noite, outra equipe do CENIPA se deslocou de Brasília para o Rio de Janeiro, a fim de assumir a coordenação dos trabalhos.

Além disso, a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros receberam orientações da FAB sobre a importância da preservação do cenário e da própria aeronave até a chegada da equipe de investigação no local.

Assim que a equipe do SERIPA-3 chegou a Paraty, ocorreu uma reunião com todos os envolvidos e foram definidas as ações para a retirada dos corpos das vítimas, a qual foi realizada por mergulhadores do Corpo de Bombeiros. A presença de querosene dificultou muito o trabalho das equipes e foi necessário realizar cortes na fuselagem do avião para que os bombeiros tivessem acesso à cabine de passageiros.

SEXTA-FEIRA, 20 de janeiro de 2017: Trabalho em Equipe

Na madrugada, os corpos de três vítimas foram retirados e, pela manhã, os de outros dois ocupantes. Com isso, o Corpo de Bombeiros finalizou seus trabalhos e mergulhadores da Marinha assumiram as tarefas de buscas de peças e remoção da aeronave.

Ao mesmo tempo, durante as visitas ao hangar no Campo de Marte e à empresa responsável pela manutenção do avião, foi confirmado que a aeronave era equipada com um gravador de voz - CVR (do inglês cockpit voice recorder). Imediatamente, os mergulhadores da Marinha passaram a procurar esse equipamento, encontrando-o logo à tarde.

Assista aqui ao programa FAB em Ação - Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e conheça as etapas desse processo, desde a ação inicial até o relatório final. Veja também as ações da FAB para prevenir esse tipo de ocorrência no espaço aéreo brasileiro.

SÁBADO, 21 DE JANEIRO DE 2017: 100% dos Dados Recuperados

O CVR foi transportado para Brasília e chegou ao CENIPA ainda pela manhã. No Laboratório de Dados (LABDATA), foi realizada a remoção do chip de memória e sua secagem.

RÁDIO FORÇA AÉREA - Confira a entrevista com o Coronel Marcelo Moreno, da Divisão de Operações do CENIPA, na qual ele apresenta detalhes das investigações.

 

DOMINGO, 22 DE JANEIRO DE 2017: Submersão da Aeronave do fundo do mar

Algumas partes da aeronave estavam enterradas no fundo do mar, o que dificultou sua remoção. Apesar disso, os militares conseguiram passar cordas por baixo do avião utilizando uma espécie de vergalhão como guia. Essas cordas foram amarradas a lifts (pequenos paraquedas que são inflados debaixo d’água com ar comprimido para suspender objetos presos ao fundo do mar e trazê-los à superfície). Após esse procedimento, no início da tarde, a aeronave se soltou do fundo do mar.

Representantes do proprietário da aeronave contrataram uma empresa especializada em localizar e remover objetos do fundo do mar. Chegando a Paraty ao fim da tarde, a empresa contratada deu início aos trabalhos de retirada da aeronave. Essa operação foi realizada em conjunto com o CENIPA e sob sua coordenação. No início da noite, a aeronave foi retirada da água pela empresa contratada.

 

SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JANEIRO DE 2017: Extração dos dados

As gravações foram extraídas com 100% de sucesso! Em uma análise preliminar, os dados da gravação não apontaram qualquer anomalia nos sistemas da aeronave.

 

TERÇA-FEIRA, 24 DE JANEIRO DE 2017: Transporte dos destroços

Neste dia, os destroços foram levados para o Rio de Janeiro, sede das instalações do SERIPA-3, para dar continuidade às investigações.

 

 

 

Não há prazo para a conclusão dos trabalhos que estão em andamento, mas o compromisso de concluir as investigações no menor tempo possível.


Confira abaixo um infográfico que produzimos para você entender, hora a hora, as etapas da busca pelos destroços, desde a queda da aeronave.

#VOCÊPRECISASABER

- Partes da aeronave se desprenderam após o impacto;

- A cauda foi encontrada por um helicóptero de uma rede de televisão a aproximadamente 300 metros da aeronave;

- Foi utilizado um equipamento da Marinha do Brasil chamado side scan para auxiliar as buscas de um dos motores, uma das asas e outras partes da aeronave. Trata-se de um leitor digital capaz de encontrar objetos que estejam sobre o fundo do mar;

- Partes de um dos motores foram achadas pelos mergulhadores da Marinha a cerca de 200 metros do avião;

- Diversas pessoas que viram o acidente já foram entrevistadas pelos técnicos do CENIPA. As entrevistas são muito esclarecedoras e ajudam a entender a dinâmica do acidente;

- O processo de investigação de um acidente aeronáutico é constituído de três grandes fases: 1- Coleta de dados; 2- Análise dos dados; e 3- Apresentação dos resultados. Neste momento (24 JAN), a investigação se encontra na primeira fase. Quer saber mais? Então confira outro post aqui do Força Aérea Blog! - 10 passos para entender o funcionamento da investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos.

- Testes, exames e pesquisas serão realizados para que os resultados da investigação sejam os mais precisos possíveis. Em alguns desses testes, pode ser necessário auxílio de laboratórios no Brasil ou no exterior;

Confira abaixo mais informações sobre o caso produzidas pela Agência Força Aérea.

Quer mais detalhes da investigação? Ok. Confira aqui mais informações sobre o trabalho dos técnicos analisando o chip de memória do gravador.

Para finalizar o post, apresentamos um vídeo que mostra imagens inéditas do trabalho dos militares do CENIPA na investigação dos dados do CVR.

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