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P-95 BANDEIRULHA (86)Pessoal, no último post da série “Formação do Piloto da A a Z”  falamos dos caçadores. Agora, explicaremos como é a formação do piloto da Aviação de Patrulha.  Os nossos patrulheiros são os vigilantes das fronteiras do Brasil, sempre a postos para encontrar o inimigo escondido no mar ou salvar uma embarcação ou pessoa perdida. Quer saber mais? Então, vamos lá! Salve a Patrulha!

Depois dos quatro anos de formação na AFA, o futuro patrulheiro segue para o 1º/5º GAV, o Esquadrão Rumba, que fica na Base Aérea de Fortaleza (CE).  No Curso de Especialização Operacional, o estagiário da Patrulha vai passar pelas instruções teóricas e conhecer a parte básica do voo com a aeronave C-95 M, o  Bandeirante. Você pode perguntar: não entendi, mas o Bandeirante não é um avião de transporte? É sim, mas a parte básica de voo é realizada em conjunto com os pilotos da Aviação de  Transporte.

 

Bandeirante-modernizado

Na foto acima vemos o C-95M, o Bandeirante!

 

Nesta fase no “Bandera” (apelido carinhoso dos Bandeirantes na FAB…), o estagiário realiza missões de instrução com a aeronave, como adaptação diurna e noturna (pousos e arremetidas durante a noite), voo por instrumentos (quando a visibilidade é pouca…), navegação (aprendem a ler as cartas de voo com as rotas, por exemplo) e voo em formação.

Depois de 23 missões nos céus de Fortaleza chega, finalmente, a hora de conhecer o P-95, o Bandeirante Patrulha! Os  nossos estagiários seguem para o 3º/7º GAV, o Esquadrão Netuno, em Belém (PA), ou para o 2º/7º GAV, o Esquadrão Phoenix, em Florianópolis (SC), para completar a instrução. Vem por aí mais avaliações, primeiro da parte teórica do “Bandeirulha” (sim, este avião também tem apelido…) e as missões de busca, de esclarecimento, uso de armamento, entre outras, e a prova final, a PDATAR.

Mas o que seria PDATAR? É a sigla que significa a junção de todas as missões feitas anteriormente, é a “tarefa” completa: o piloto procura uma área prevista (busca), acha o alvo (esclarecimento) e avisa ao caça a respeito do inimigo, para que ele possa fazer o ataque no local certo.  “O piloto põe em prática tudo o que aprendeu: na nossa linguagem, faz a busca, realiza o esclarecimento de uma área, acha o objetivo e faz a vetoração para um caçador realizar o ataque”, conta o Capitão Aviador Rivanildo Freitas, instrutor no Esquadrão Rumba. Assim fica fácil entender, não é?

Olha só a sequência (ilustrativa):

Phoenix patrulha mar territorial no Sul

1- alvo se aproximando

Phoenix patrulha mar territorial no Sul

2 – pilotos procuram…

Phoenix patrulha mar territorial no Sul

3 – … e acham o alvo

Phoenix patrulha mar territorial no Sul

4 – piloto “marca” a área (esclarecimento)

Phoenix patrulha mar territorial no Sul

5 – Hora de partir. Agora é com a caça!

Missão real

Finalmente o estagiário completa as 36 missões da parte operacional! Mas o treinamento no “Bandeirulha” não é a fase final. O futuro patrulheiro volta para o Esquadrão Rumba e será designado para um dos esquadrões operacionais da patrulha, de acordo com a classificação final  no curso: o 3º/7º GAV, o Esquadrão Netuno, em Belém (PA), ou o 2º/7º GAV, o Esquadrão Phoenix, que fica em  Florianópolis (SC).

Salve a Patrulha!

O Segundo Tenente Davi Laureano escolheu o Esquadrão Netuno, quando se formou no curso em Fortaleza, há apenas cinco meses. Por que ele escolheu a Aviação de Patrulha?

“Eu conheci a Aviação de Patrulha quando estava na EPCAR e tive a oportunidade de visitar o 4º/7º GAV, o Esquadrão Cardeal, que ficava na Base Aérea de Santa Cruz, na cidade do Rio de Janeiro (ele foi desativado em 2011). Eu acho muito bom o meu trabalho, porque eu faço muitas missões reais, como patrulha marítima (confirmar as embarcações que estão em determinada área) e de busca e salvamento (quando uma embarcação se perde ou uma pessoa cai no mar, por exemplo)”, explicou.

Quanto ao P-3AM, ainda falta uma longa estrada depois de formado…vamos explicar agora!

Especial P-3AM!!!!

Você pode perguntar novamente: mas os novos patrulheiros não pilotam o P-3AM? A resposta é não, porque eles precisam de mais experiência, o que significa cumprir de 800 a 900 horas de voo para se candidatar a uma vaga no 1º/7º GAV, o Esquadrão Orungan, em Salvador (BA). O treinamento teórico e prático dura aproximadamente oito meses.

P-3 Orion

Olha o P-3AM, o nosso guardião da camada pré-sal, sobrevoando a Bacia de Campos

 

Quer ter uma ideia de como é o trabalho de um patrulheiro? Veja agora como é uma missão a bordo do P-3AM.  Tudo isso rolou durante a Operação Atlântico III, que mobilizou 10 mil militares da FAB, da Marinha e do Exército.

Gostou? Confira  uma missão de reconhecimento da Aviação de Patrulha durante a Operação Ágata 7.

Aguardem a próxima Aviação! Até lá!

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