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2895918Estamos no período de comemorações juninas. Comidas típicas, muita alegria e decoração caipira. Até aí nada de novo, não é? Mas a verdade é que essa época é bastante temida entre pilotos e envolvidos na aviação. Sabe por quê? É a época em queaumenta a presença de balões no céu, trazendo risco de acidentes para tripulantes e muitas outras pessoas inocentes.

Esse post, além de falar sobre as consequências dessa prática, que é considerada crime, é para alertar você, jovem leitor, que dá pra fazer bem mais do quesimplesmente não aderir a essa prática. Você pode ajudar o CENIPA  (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) a ter mais dados para trabalhar na prevenção, sabia?

 

Entre os riscos do perigo baloeiro estão:

  • a provocação de incêndios de enormes proporções
  • a colisão com aeronaves
  • a degradação do meio-ambiente

Todas essas razões envolvem vidas, e por isso devem ser levadas muito a sério. Os balões são verdadeiras minas no ar e, na maioria das vezes, não são identificados pelos órgãos de controle de tráfego aéreo. Também não é captado pelo radar de bordo, que é meteorológico. Nem pelo TCAS – Traffic Alert and Avoidance System -  que requer um transponder acionado. Portanto, a maioria das ocorrências relatadas são detectadas a olho nu.

Existem também balões ecológicos, sem fogo. Eles não causam queimadas. No entanto, podem oferecer risco à aviação, pelo fato de voarem sem controle e poderem atingir diversas partes da aeronave. Tem também o balonismo, que é um esporte. Na última revista Aerovisão, página 43, destacamos as diferenças.

E qual a sua parte nisso tudo? Bom, você pode colaborar com o CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) enviando, sempre que avistar um balão, o relato da ocorrência pelo site www.cenipa.aer.mil.br. Abaixo você confere um guia prático para acessar esse formulário:

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Bom, a ficha é essa aqui:

FICHA1

Mas é bom se atentar para alguns detalhes. Enquanto o campo modelo da aeronave não é um campo de preenchimento obrigatório, é necessário, porém,  relatar o horário aproximado que você avistou o balão e a proximidade com um aeródromo/aeroporto, se for o caso. As outras informações são adicionais, mas caso queira fazer um relato mais específico, a gente decifra algumas perguntas pra te ajudar:

Fase de Operação (conforme MCA – Manual do Comando da Aeronáutica 3-6):

Acesse o Manual para saber diferenciar as fases do voo.

Lembrando que esse campo não é obrigatório, hein pessoal?

O ATC (Air Traffic Control) ou estação ATIS (Automatic Terminal Information Service) notificou a presença do Balão?

Geralmente, quem vai conseguir responder a esse campo é a tripulação (piloto, co-piloto, comissários e mecânicos). O ATIS é uma mensagem gravada que o piloto e o co-piloto ouvem ao entrar na terminal (40 milhas em torno do aeródromo). Essa mensagem apresenta dados sobre meteorologia, presença de aves, presença de balões, etc.

 A ocorrência foi reportada, via rádio, ao órgão ATC ou estação ATIS?

Também se trata de uma informação que só a tripulação sabe responder, porque ela pode, ao avistar o balão, informar à torre de controle para que ela possa alertar outros.

“E se eu quiser saber dados sobre os riscos relatados nos últimos 2 anos?”

Também é possível. É só acessar aquela primeira tela novamente e clicar na aba:

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Ao abrir a tela, você poderá checar detalhes dos relatos, como a fase do voo, o horário, os aeroportos onde há mais balões ao redor.

Curiosidades

São Paulo e Rio de Janeiro são os estados onde são vistos mais balões no céu nesta época do ano. Por conta disso, os pilotos estrangeiros que voam no Brasil são alertados sobre esse fenômeno.

Por último, pessoal, achamos importante esclarecer que o CENIPA usa os dados para fazer prevenção nas regiões prioritárias. As ações de repressão ficam por conta da autoridade policial. Ou seja, se você efetivamente ver alguém soltando um balão, comunique à polícia, mas se apenas avistá-lo no céu, sem saber de onde ele possa ter vindo, avise o CENIPA para que eles computem e façam os devidos procedimentos de prevenção.

Esperamos que esse post tenha esclarecido alguns detalhes sobre o perigo baloeiro. De qualquer forma, você são sempre bem-vindos a deixar suas perguntas nos comentários logo abaixo!

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