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1000062_678728988811319_1912792181_nTudo começou com um balão durante a Guerra do Paraguai. Em 24 de junho de 1867, os balões foram utilizados pela primeira vez para reconhecimento das áreas inimigas e das tropas paraguaias nas fronteiras. De lá para cá, muitas coisas evoluíram! Atualmente, modernos sensores são usados por aeronaves de última geração na atividade importante de vigilância do espaço aéreo brasileiro.

Mas por que estamos falando deste dia? Simples, hoje é o dia da Aviação de Reconhecimento, os nossos olhos vigilantes do Brasil. Para entender a importância da Aviação de Reconhecimento, teremos que voltar a 1947, quando voar pela Amazônia era um verdadeiro desafio. O oceano verde e infinito era um mistério para o piloto. Não havia comunicação e radares, a leitura atenta das poucas cartas de navegação era a forma de não desviar da rota no “inferno verde” (como era chamada a Amazônia nesta época). Saiba mais agora!

As aeronaves do reconhecimento contribuíram decisivamente para escrever parte da história do Brasil, por meio da realização de levantamentos aerofotogramétricos (de relevo, curso dos rios, queimadas,  desmatamentos, de carvoarias clandestinas, entre outras missões….) do Brasil. Esta atividade é chamada de aerolevantamento. Os nossos fotógrafos militares produzem imagens e analisam a importância delas em diversos casos, inclusive, de invasão de fronteiras e de crescimento de cidades. O legal é que as imagens produzidas pelas aeronaves de reconhecimento auxiliam as autoridades no mapeamento de regiões e na criação de novas rotas para aviões e helicópteros. Mas isto não tem nada a ver com os radares dos aeroportos…

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Imagina sobrevoar esta região sem cartas exatas…esta é a importância da Aviação de Reconhecimento de 1970 até hoje.

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A Amazônia vista pelo R-35…

Outras missões

A aeronave R-99 foi empregada na operação de busca e salvamento depois do acidente com a aeronave da Air France AF-447, em 2009, no Atlântico.  Os sensores do avião faziam uma “busca eletrônica”, com o objetivo de procurar, no meio do oceano, destroços de metal da aeronave. O parceiro na missão foi a aeronave C-130 Hércules, que fazia o reconhecimento visual.  Quando o R- 99 chegava com as informações de uma determinada área (já previamente analisadas pelos especialistas a bordo), o Hércules decolava em seguida. Foram muitas viagens até que, enfim, apareceram as primeiras partes do avião da Air France. O mesmo procedimento foi feito nas buscas do acidente com a aeronave da Gol do voo 1907. Desta vez o cenário foi outro, a Serra do Cachimbo, no norte do Estado de Mato Grosso. “Em missões como estas, todo o esforço aéreo disponível tem como  finalidade encontrar e salvar vidas”, explicou o Major Aviador Rodrigo Cano, piloto que estava na equipe do R-99 que localizou os primeiros destroços da aeronave da Air France.

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As Aviações de Reconhecimento e de Transporte localizaram os destroços do voo AF-447

 

Você pode perguntar: o que as aeronaves de reconhecimento fazem durante uma guerra? Esta missão se chama reconhecimento aéreo, em que a tripulação coleta dados específicos sobre forças inimigas e áreas sensíveis. O especialista faz a imagem da área (fotografia), analisa a vulnerabilidade do local e leva todo o material para que decisões estratégicas possam ser tomadas pelo comando da operação.  Por exemplo, o R-A1 sobrevoa uma área militar do inimigo e, por meio do que detectou nos sensores, os especialistas analisam e indicam onde fica um paiol (lugar que guarda as armas…). Esta informação é levada ao comando e pode-se tomar a decisão de atacar ou não o local.

E pensar que, no início, as fotografias aéreas tiradas por balões supriam as necessidades de informação sobre os locais onde estavam os inimigos…imagina o tempo que levava para chegar…

Aeronaves

As primeiras estrelas da Aviação de Reconhecimento foram os aviões R-20, RB-25, A/B-26, B-17 e RC-130E. Em 1970, esta história tem uma ampliação, com a chegada das aeronaves RT-26 Xavante e R-95 Bandeirante para levantamentos aéreos. Confira agora algumas:

B-17 (1)

B-17

B-26 (1)

B-26

C-130 (298)

RC-130

Fotografo

Hoje em dia, temos o RA-1 (AMX), o R-35 (LearJet) e o R-99 (EMB 145), equipados com máquinas fotográficas digitais,
sensores eletrônicos e radares imageadores, aliados a avançados sistemas de navegação.

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RA-1

R-35

R-35

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R-99

A novidade da FAB é a utilização dos Veículos Aéreos Não-Tripulados, os VANTs, na vigilância das fronteiras do país, como acontece nas Operações Ágata, assim como nos eventos de grande porte como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016 .

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VANT

 

Confira a reportagem da FAB TV sobre a atuação dos VANTs na Operação Ágata 7.

Quer ver mais imagens dos nossos vigilantes do Brasil? Acesse o Flickr.

Conheça os esquadrões de reconhecimento

Esquadrão Poker (1º/10º GAV) – Santa Maria (RS)

O esquadrão, além de reconhecimento tático, realiza missões de reconhecimento visual, fotográfico, meteorológico e estratégico. Faz também ataque ao solo, superioridade aérea e interdição.

Esquadrão Carcará (1º/6º GAV) – Recife (PE)
O esquadrão realiza missões de reconhecimento fotográfico, visual e meteorológico.

Esquadrão Guardião (2º/6º GAV) – Anápolis (GO)
A unidade foi criada em 1999, como parte do reaparelhamento do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). É a unidade responsável pelo planejamento, execução e supervisão das missões de controle e alarme aéreo antecipado, assim como de sensoriamento remoto e reconhecimento aéreo.

Esquadrão Hórus (1º/12º GAV) – Santa Maria (RS)
É a única unidade da Força Aérea Brasileira a operar o Veículo Aéreo Não-tripulado (VANT). Além dos fins militares, o RQ-450 também pode ser empregado na área de segurança pública, no controle de desmatamento e em operações de defesa civil.

Para finalizar, você conhece o Hino da Aviação de Reconhecimento? Olha ele aqui:

Aviação de Reconhecimento

Da Pátria os olhos na guerra e na paz!

A primeira, como trincheira,

Contra o furor do inimigo sagaz.

Quando o bem põe-se em luta conta contra o mal

E o sangue ferve a mente patriota

As forças armadas de ar, terra e mar

Urgem dados aos planos a traçar

E aos céus guerreiros alados

Leva a voz da premência a clamar

Com bravura sem temor, desprendimento

Aos mistérios e perigos aclarar

Aviação de Reconhecimento

Da Pátria os olhos na guerra e na paz!

A primeira, como trincheira,

Contra o furor do inimigo sagaz.

No roncar

Da primeira decolagem,

Deposita-se a esperança da vitória

Depende da volta das “aves de ferro”

A defesa, o triunfo e a glória

Em ação no teatro da guerra

De caráter assaz importante

Nem a morte, à defesa tem direito

Vale aqui o patriotismo estuante.

Aviação de Reconhecimento

Da Pátria os olhos na guerra e na paz!

Parabéns vigilantes do ar!!!

Continue acompanhando o nosso blog. Até o próximo post!

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