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6807679155_7a794f0b76Foi o que disse um dos sobreviventes do acidente com o avião FAB 2068, em 1967. Na ocasião, 30 aeronaves voaram mais de 1000 horas para resgatar o pelotão de Infantaria da Aeronáutica que estava na aeronave C-47, caída na Amazônia.

Essa foi a missão que consagrou o dia da aviação de busca e resgate, dia 26/06. Mas não foi a primeira vez em que militares realizaram um resgate… Vocês sabem de qual missão estamos falando? Deixem seus palpites nos comentários! Nesse post, vocês vão poder conhecer mais sobre a atuação do Esquadrão especialmente habilitado para fazer busca e salvamento na FAB, o Pelicano. Veremos também curiosidades, treinamento, além de histórias de outros esquadrões que apoiaram essas missões em prol de salvar vidas. Vem com a gente!

 

Esquadrão Pelicano – (2º/10º GAV)

Os pelicanos, militares que atuam no Esquadrão de mesmo nome, estão na Base Aérea de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Oficialmente, esse é o único Esquadrão de Busca e Resgate da FAB, mas a verdade é que todos os demais esquadrões podem ser acionados para fazer esse tipo de missão, sabiam?

Como se dá o acionamento para busca e resgate?

Toda aeronave que decola tem um destino, certo? O trajeto feito pelo avião tem que ser conhecido pelo controle de tráfego aéreo. Por meio de instrumentos de comunicação e radares, os pilotos se reportam frequentemente ao controle para confirmar o posicionamento da aeronave conforme o plano de voo. Bom, imaginem o que acontece quando essa comunicação por parte do piloto não é realizada. Pois é, podem ser várias as razões que ocasionam essa falta de comunicação. O que fazer, então? Bom, numa linguagem bem simples, a Salvaero (orgão subordinado ao CINDACTA) vai buscar informações para saber porquê a aeronave não se reportou. Pode ser que o piloto tenha feito um pouso de emergência e tenha perdido sinal para fazer contato com a torre, por exemplo.

Todas essas informações sobre o status da aeronave se dão em fases e estão previstas em legislação Regras do Ar e Serviços de Tráfego Aéreo.

Enquanto isso acontece, a Salvaero aciona a II Força Aérea, unidade responsável pela aviação de asas rotativas (helicóptero), as unidades de busca e salvamento, patrulha marítima e de apoio à Marinha em geral. Anotaram aí?

Quando se há certeza da ocorrência de um acidente, a II FAe, por sua vez, aciona o Pelicano e outros esquadrões, se necessário, para apoiar a busca e o resgate!

Quais aeronaves o Pelicano opera?

Para missões de busca, geralmente o Pelicano emprega seu SC-105 Amazonas, que por ser uma aeronave de asa fixa consegue chegar a pontos distantes rapidamente e fazer a diferença entre a vida e a morte pra quem busca socorro. Uma curiosidade, aeronaves que fazem SAR, estão identificadas nas asas e na empenagem de cor laranja e com a sigla.

Reparem só:

SC-105 Amazonas

O SC 105 Amazonas é, inclusive, uma aeronave modificada especificamente para ajudar a cumprir a nobre missão de salvar vidas. Ele tem uma janela maior por meio da qual o observador pode ver logo abaixo do avião, pois a janela é projetada para fora da aeronave em forma do que chamamos de “bolha”:

SC-105 Amazonas

Para vocês saberem: O SC-105 Amazonas comporta até 64 paraquedistas, além de 4 macas e a tripulação (pilotos e mecânicos).

O UH1H

Bom, esse é o helicoptero usado para busca e resgate. Por ter velocidade mais baixa que um avião de asa fixa, ele geralmente é usado para o resgate, no qual militares treinados (com curso SAR) fazem rapel para realizar a infiltração:

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Não poderíamos deixar de mencioná-los: PARA-SAR

O Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS) também está sediado na BACG, e, por isso, pode ser acionado caso a situação necessite da participação de um efetivo muito maior de guerreiros SAR. Enquantoparaquedistas treinados para fazer o SAR (daí o nome PARA-SAR), eles estão aptos para saltar e fazer um atendimento prévio às vítimas de um acidente até que o resgate chegue. Muito legal essa missão, não é?

Vale a pena lembrar que, fora essas situações, o próprio esquadrão pelicano têm seus guerreiros SAR, que são paraquedistas e saltadores, e têm toda capacidade técnica e operacional para atender a qualquer acidente aeronáutico ou marítimo e resgatar seus sobreviventes.

Mais algumas curiosidades sobre essa aviação:

  • O tempo de acionamento desses militares para uma missão real é menor que 20 minutos, no caso do helicóptero UH1H, e menor que 40 minutos, no caso da aeronave SC-105 Amazonas. Quando não estão a postos, como no final de semana, o acionamento pode levar no máximo 1h30.
  • Eles sempre trabalham com o pensamento de ”estamos atrasados”, pois sabem que, quando acionados, o acidente já aconteceu e é uma corrida contra o tempo pra salvar vidas. Tudo isso para que eles se apressem mesmo para executar a missão.
  • Os guerreiros SAR também trabalham pensando em todos os possíveis cenários: e se não for possível lançar o paraquedista para fazer o atendimento pré-hospitalar? Não é problema. Eles estarão prontos para lançar o fardo, uma espécie de kit de primeiro socorros bem mais completa que é lançada de paraquedas para que as vítimas possam fazer uso até a chegada do socorro (resgate).
  • A filosofia dos pelicanos gira em torno da máxima “encontro do preparo com a oportunidade”. Eles são versáteis prevendo todos os fatores que podem facilitar o salvamento, estão preparados esperando a chance de cumprir com sucesso a missão.


Apoio de outros esquadrões:

Como dissemos, os Pelicanos são os especialistas em busca e salvamento. Mas algumas missões demandam mais ajuda, pela quantidade de pessoas acidentadas, gravidade do acidente etc. Ou ao contrário, pode ser também o caso de um cenário mais simples, em que o Esquadrão estando mais próximo do local de desaparecimento de uma aeronave ou embarcação faz o resgate. Separamos uns links pra vocês sobre essas atuações:

No Rio de Janeiro, Esquadrão Puma realiza treinamento de resgate no mar

FAB resgata piloto civil na floresta Amazônica

P3-AM da FAB encontra veleiro holandês

Gostaram? Deixem seus comentários abaixo. Até o próximo post!

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