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Procedimento de interceptaçãoVocê provavelmente conhece pelo menos duas cidades da fronteira brasileira. Uma possui 23.628 habitantes. A outra tem 6.320. A primeira faz divisa com a Guiana Francesa. A segunda fica a 347 km de Montevidéu, capital do Uruguai. Entre as famosas – e ainda assim desconhecidas – Oiapoque (AP) e Chuí (RS) há uma extensão de terra de 16 mil km, 10 milhões de habitantes de 11 estados brasileiros, área limítrofe com 10 países sul-americanos. Isso é nada menos que 27% do território Nacional. E toda essa fronteira está protegida por terra, água e ar!! Falemos do tipo de proteção que precisa de aviões laughing

Imagine que você tenha toda essa área para proteger. Agora acrescente rios, lagos, canais, mata fechada e condições climáticas complicadas. Lembre-se que, do outro lado, nosso maior problema está nos meios hostis do tráfico de ilícitos. Viu como isso pode ser complicado? Mas a gente faz! laughing

Enquanto o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil dão conta de 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de água, a Força Aérea Brasileira é responsável pelo tráfego aéreo de toda região. Nesse controle, uma das formas mais eficazes de combate ao crime está na interceptação. A-29 Super-Tucano

A #Interceptação é um tipo de missão relacionada ao emprego dos meios de Força Aérea para detectar, identificar e neutralizar vetores aéreos que ameacem forças amigas em áreas de interesse, estando diretamente ligada à ação de Defesa Aérea.

A historinha é simples. Os “meios de Força Aérea” estão do nosso lado. São as aeronaves de Caça, como o A-1, A-29 e F-5, ou helicópteros, como o AH-2 Sabre, da FAB. Os chamados “hostis” são todos aqueles que invadem nosso espaço aéreo com intenção de realizar algum crime. O mais comum é o tráfico de drogas, mas pode ser de animais e até obras de arte.

As Unidades Aéreas de Defesa, subordinadas ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) – como os Esquadrões Jaguar (1º GDA), Escorpião (1º/3º Gav), Grifo (2º/3º Gav), Flecha (3º/3º Gav) e Poti (2º/8º Gav) – estão de prontidão 24 horas por dia e são distribuídas pelo próprio Comando de forma estratégica. #Vocêlembra? Durante a Copa do Mundo foram esses militares que fizeram a defesa de áreas estratégicas, além das fronteiras, especialmente nos estádios e regiões adjacentes.

Confira o vídeo de interceptação realizada pelo Esquadrão Poti em 2013:

Acompanhe o passo a passo:

Ao ser detectado um tráfego aéreo desconhecido, acontece o acionamento. Os pilotos seguem em direção ao alvo. A partir daí é hora de aplicar as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEAs), que permitem o interceptador reconhecer, acompanhar, interrogar, intervir ou, até mesmo, persuadir o interceptado.interce

1) O primeiro nível das medidas busca o reconhecimento à distância. Nesta etapa, os pilotos da aeronave de interceptação, sem serem notados, fotografam a aeronave interceptada e colhem informações de matrícula, tipo de aeronave, nível de voo e características marcantes.

2) Caso as informações não sejam suficientes para identificá-lo, passa-se a interrogá-lo, solicitando que sejam repassados dados, tais como procedência, destino e nome do comandante da aeronave em questão. A frequência utilizada para essa comunicação é a 121.50MHz (note a placa nas imagens ao lado). Além de ser amplamente difundida no meio aeronáutico para estas situações, fica apresentada na aeronave do interceptador, permitindo com que o interceptado a visualize e sintonize-a.

3) Uma vez levantadas irregularidades, o interceptador, a partir de ordens superiores, orienta a seu alvo mudar sua rota e pousar em um aeródromo definido pelo COMDABRA, para serem realizadas as medidas de controle no solo.

copa4) Se, a partir desse momento, não forem obedecidas as orientações, o interceptador poderá receber a autorização, a partir de códigos e autenticações, para proceder com o Tiro de Aviso, quando emprega o armamento apenas para alertar seu alvo de que está pronto para utilizar seus projéteis contra o interceptado.

5) Por fim, se até este momento a aeronave interceptada não cumprir as ordens, o interceptador, mediante nova autenticação, recebe autorização para empregar seu armamento de maneira a avariar a aeronave, obrigando-a a realizar um pouso forçado.

6) Após os procedimentos de defesa aérea adotados pelos pilotos brasileiros de interceptação é que a aeronave será considerada hostil. A partir deste momento, ela estará sujeita ao tiro de destruição.

Veja, nas imagens abaixo, esse procedimento sendo aplicado em uma ação real, quando caça da FAB intercepta, faz tiro de aviso e obriga o pouso de avião com cocaína em Rondônia:

Todo esse processo está previsto em lei. Para quem gosta de direito, Lei nº 9.614/98, que entrou em vigor após ser regulamentada em 2004. Segundo essa lei, a ordem para o tiro de destruição só pode ser dada pelo Presidente da República, que, por sua vez, pode delegar esse poder ao Comandante da Aeronáutica.

Uau! Assunto de peso hoje, hein! E aí, o que você achou? Comente aí embaixo e compartilhe com alguém que também gostaria de saber uma pouco mais sobre isso. Esperamos você na próxima atualização. Até lá wink

 

 

 

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