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7516623836_bba9a480abOs 4 anos mais emocionantes das vidas dos cadetes-do-ar da Academia da Força Aérea também são os 4 anos mais memoráveis e desafiadores que os aviadores, intendentes e infantes poderiam ter. Mas como começa a vida de cadete? E o dia-a-dia, como é? Qual o significado da entrega do espadim? Vem com a gente porque hoje vamos acompanhar os detalhes do primeiro semestre dos cadetes da AFA.

Estágio de Adaptação à Vida Militar

Começou. Eles estão devidamente matriculados e alojados na Academia da Força Aérea, prontos para aprender a defender a Pátria, morrendo por ela se preciso for. Assim começa o estágio de adaptação (EAD) à vida militar, ou o chamado TMB, Treinamento Militar Básico. De uma forma ou de outra toda pessoa egressa da vida civil passa por esse estágio. Para os cadetes-do-ar, então, tudo é novo e o EAD é todo voltado para a máxima ”Até onde você aguenta?” Imaginem vocês que essa fase é tida para que os cadetes se conheçam mais, buscando explorar todo potencial que eles têm, algo que só é possível quando são levados ao limite. O mais interessante é que o limite – lá eles aprendem – é sempre bem mais além do que eles poderiam supor. Sempre há uma energia, que eles mal sabiam existir, guardada para as situações adversas.

 

Quanto tempo dura?

Cerca de 40 dias. Pode variar, dependendo da correspondência e união da turma. Nessa fase, eles usam camiseta branca, calça jeans e tênis branco.

O que eles fazem nesse período?

Os cadetes acordam muito cedo, tem instruções sobre conduta militar, ordem unida, atividades físicas e regulamentos da Aeronáutica. Eles fazem tudo isso juntos, em turma, para aprender sobre espírito de corpo, uma característica fundamental de todo militar.

Ordem unida: É o termo que designa a instrução sobre como comandar uma tropa e aprender a marchar.

Parada diária na AFA

Começo do ano letivo

Fim da quarentena, os cadetes dão início a vida acadêmica. Alguns detalhes da rotina se tornam mais flexíveis em relação à quarentena, mas o dia-a-dia ainda é marcado por horários rígidos. Eles começam as aulas e entre as matérias que compõe a grade estão: Cálculo Diferencial e Integral 1, Direito Geral, Introdução a Administração, Língua Inglesa 1, Língua Portuguesa 1, Lógica Matemática, Psicologia, Psicologia Organizacional, Filosofia. Isso além de orientação doutrinária, primeiros socorros e legislação militar.

É no começo do ano letivo que eles ganham o direito de usar a farda e as platinas no ombro:

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Saltando de paraquedas

Bom, agora devidamente fardados e com as aulas em andamento é hora do treinamento de salto de emergência. Pois é, essa instrução acontece bem no comecinho do curso mesmo.

E qual o objetivo?

Antes de tudo, é importante lembrar vocês de que o militar é sempre treinado para situação de combate. Todas instruções pelas quais eles passaram durante o EAD tem por objetivo relembrá-los constantemente disso. O paraquedismo militar, portanto, não poderia ser diferente. Explicamos já. Ao contrário do paraquedismo recreativo, o salto de emergência para qual os cadetes são capacitados acontece a baixa altitude (cerca de 400 metros sobre a terra). O equipamento se abre logo após o abandono da aeronave e o paraquedista desce a uma velocidade mais rápida que o paraquedas convencional, o que exige técnicas específicas de aterragem para evitar fraturas e torções. Isso porque em uma operação real, o lançamento de tropas deve ser rápido e preciso, devendo os militares ficar pouco tempo ao ar.

Salto de emergência

Exercício de Campanha:

Entre treinamentos físicos diários e aulas de disciplinas acadêmicas e técnico especializadas, vai chegando o fim do primeiro semestre. Antes disso, porém, eles fazem o exercício de campanha, uma espécie de acampamento. Mas não se enganem, assim como todas as outras atividades passadas durantes esses primeiros 6 meses, o acampamento é uma confirmação de todo esforço feito no EAD e todo conhecimento técnico militar adquirido por meio de instruções e intenso preparo físico, só que na “selva”. Selva entre aspas porque, na verdade, o local onde é realizado simula as condições hostis de tal. Lá, eles recebem treinamentos em princípios, procedimentos, técnicas e táticas básicas de combate terrestre e de sobrevivência, que poderão ser utilizados em situações reais em conflitos ou ambientes hostis. Veja mais sobre o Exercício de Campanha dos cadetes desse ano na matéria da Agência Força Aérea .

Outras atividades previstas no exercício de campanha são: realização de longas marchas, transposição de cursos d’água, aprendizado sobre técnicas de camuflagem, montagem de abrigos improvisados, navegação terrestre, minas e armadilhas, entre outras.

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Ufa! E esse foi só o primeiro semestre!

O sonhado Espadim

É hora de receber, então, o espadim, símbolo pelo qual os dos cadetes são oficialmente incorporados ao Corpo de Cadetes da Aeronáutica. É também símbolo de conquista, de realização e de dignidade. Não existe cadete sem espadim e essa honra eles levarão até que sejam declarados Aspirantes-a-Oficial, no final do 4 ano. É só no último ano de AFA que eles terão que devolver o espadim para receber a espada maior, símbolo do oficialato, o também chamado espadão.

Olhem só essa foto que publicamos no nosso instagram (@fab_oficial)  na hora que os cadetes da turma Tupã estavam recebendo os espadins na formatura, que foi hoje pela manhã:

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Mas até chegar ao espadão ainda tem muuuuita coisa pra aprender, concordam? Então, fiquem ligados que aqui vocês sempre têm mais detalhes para acompanhar a vida e os bastidores dessa e de outras carreiras da Força Aérea Brasileira.

Postem seus comentários e dúvidas pra gente sabe o que acharam!!

Até o próximo post.

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