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Em nosso último post sobre a formação dos pilotos, falamos sobre a Aviação de Patrulha. Hoje, o tema é a Aviação de Asas Rotativas. Então, pra começar, você sabe o porquê desse nome?

A aviação de Asas Rotativas recebe este nome pelas características das suas aeronaves. Os helicópteros têm essa designação porque suas hélices, que dão propulsão para eles decolarem, são as suas “asas”, responsáveis pela sustentação no ar. Daí já dá para perceber que as Asas Rotativas exigem habilidades diferentes do piloto, não é mesmo?

 

Histórico

Nunca é demais lembrar um episódio marcante na história da aviação da FAB, não é? Para os pilotos de helicóptero, a data que ficou para a história foi o dia 3 de fevereiro de 1964. Alguém aí sabe o que aconteceu nessa data?

Nesse dia, os Tenentes Aviadores Ércio Braga e Milton Naranjo e os Sargentos João Martins Capela Júnior e Wilebaldo Moreira Santos realizaram o primeiro resgate em combate da FAB, a bordo de helicópteros H-19 da Organização das Nações Unidas (ONU) no Congo.

Era um helicóptero como esse daqui:

Os dois oficiais resgataram tripulantes e missionários que estavam prestes a se tornar reféns num território no Congo que havia sido dominado por rebeldes fortemente armados.

De lá pra cá, vários helicópteros passaram pela FAB, entre eles o H-13, UH-1D, H-33 E H-55. Atualmente, a tecnologia tem trazido mais e mais possibilidades para os nossos pilotos de asas rotativas, tanto no aspecto operacional quanto tecnológico.

Quem aí não viu o resgate feito por um helicóptero H-1H do Pelicano com uso de óculos de visão noturna?

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Em se tratando de combate e tecnologia, outras características fazem parte do cotidiano desses equipamentos:

  • Técnicas de navegação entre obstáculos, conhecida como NOE; e
  • Interceptação de aeronaves de baixa performance.
FAEX XII

Esse é o AH-2 Sabre, a máquina de guerra russa que tem capacidade para 3 mil tiros por minuto de munição 23mm. Também pode decolar com 60 foguetes sob as asas.

 Vale a pena conferir a matéria sobre o poder de combate do Sabre, na revista Aerovisão desse trimestre.

E qual o primeiro passo para se tornar piloto de asas rotativas?

A formação do piloto de asas rotativas começa logo após a sua formatura na AFA. Quando concluem o Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAv), os cadetes recebem a patente de Aspirante a Oficial e já são designados para o curso de especialização na aviação em que irão atuar. A escolha é feita de acordo com diversos parâmetros, como aptidões pessoais e média de notas de cada cadete.

H-34 Super Puma do 3º-8º Grupo de Aviação pousando entre árvores e cabos de energia elétrica.

H-34 Super Puma do 3º/8º Grupo de Aviação pousando entre árvores e cabos de energia elétrica

 Formação e aprendizado no Esquilo

A formação especializada acontece na Base Aérea de Natal, onde estão sediados os Esquadrões Joker (2º/5º GAV), de aviação de caça, e Gavião (1º/11º GAV), de asas rotativas. Os aspirantes passam, em média, 9 meses em instruções teóricas e práticas adquirindo todo o conhecimento necessário para voar o H-50 Esquilo, bem como toda a doutrina inerente à aviação que escolheram.

Mas o aspirante não aprendeu a voar na AFA? Sim, mas na Academia da Força Aérea ele concluiu o Curso Básico de Aviação Militar, voando o T-25 e o T-27. Agora, é necessário se aprofundar mais para cumprir as missões que envolvem as asas rotativas, como busca e resgate ou SAR, transporte de enfermos (missões de misericórdia), ataque, patrulha e defesa de fronteiras, apoio logístico, interceptação (lembra da última Operação Ágata, em que um helicóptero interceptou uma aeronave suspeita?) e transporte especial. Muita coisa não?

Helicópteros Esquilos são deslocados para área operacional de

H-50 Esquilo monoturbina, o helicóptero usado em instrução no 1°/11°

Mas vem cá! Vocês sabem qual a principal vantagem das aeronaves de asas rotativas quando comparadas às aeronaves de asa fixa?

Dentre várias outras coisas, uma característica das asas rotativas se sobressai: a flexibilidade e versatilidade na hora do pouso. Um helicóptero é capaz de chegar em locais de difícil acesso, como em uma mata ou numa clareira, por exemplo. Principalmente, se a região não oferecer pistas. Eles precisam de pouco espaço para pousar e decolar.

Fiquem antenados, pois na verdade, não há uma aviação melhor que outra. Elas são diferentes e se complementam!!!

Mesmo no período noturno, aeronave Bell H-1H do 2º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Pelicano) está pronta para acionamento na Base Aérea de Campo Grande.

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H-36 Caracal ou EC725: helicóptero biturbina de porte médio de 11 toneladas com capacidade para decolar com até 29 combatentes equipados. Desenvolvido pela européia Eurocopter, o projeto inclui tecnologias como monitores LCD na cabine e um sistema de controle automático de voo.

E quais são os esquadrões dessa aviação na FAB?

Bom, atualmente, há sete Esquadrões de Asas Rotativas na FAB em todo o Brasil: Belém-PA (1°/8° GAV – Esquadrão Falcão), Porto Velho-RO (2°/8° GAV – Esquadrão Poti), Manaus-MN (7º/8º GAV – Esquadrão Harpia), Natal-RN (1°/11° – Esquadrão Gavião), Rio de Janeiro-RJ (3°/8° GAV – Esquadrão Puma), Santa Maria-RS (5°/8° GAV – Esquadrão Pantera), Campo Grande-MS (2°/10° GAV – Esquadrão Pelicano).

Olha o H-60 Black Hawk em apoio à fiscalização da PF e do IBAMA

H-60 Black Hawk

A aeronave é utilizada em Manaus e Santa Maria, do Esquadrão Harpia e Pantera respectivamente

“Se voar é sobrehumano, pairar é divino”.

AOS ROTORES,
O SABRE!!!

Curtiu o nosso post? Fique ligado e até a próxima!

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