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Media Flight - CRUZEX V“O Nordeste está em guerra”. Já imaginou abrir o jornal e dar de cara com uma notícia dessas? Bom, pessoal, mesmo que pareça improvável, é fundamental estarmos prontos para o combate, não é mesmo? Por isso, a Força Aérea Brasileira (FAB) criou o Exercício Cruzeiro do Sul (CRUZEX), para treinar seus militares em situações de conflito. A primeira edição aconteceu em 2002 e, desde então, tem mudado e aperfeiçoado a forma de empregar o poder aéreo na FAB. Operações como a CRUZEX são oportunidades únicas de os países trocarem informações, doutrinas e aperfeiçoarem a forma de agir em missões reais.

Às vésperas do início da CRUZEX Flight 2013, o post de hoje vai te levar numa viagem no tempo, relembrando os episódios que mais marcaram as seis edições, além de alguns dados que provavelmente você não sabia sobre o maior exercício de guerra simulada da América Latina.

1) Atualmente, a região nordeste é o cenário ideal para o desenvolvimento do exercício. Mas por quê?

Das seis edições da CRUZEX, três foram realizadas no Nordeste. Isso porque, além do baixo fluxo de voos comerciais, diversos detalhes indicam o Nordeste como mais favorável à realização de um exercício desse porte: meteorologia, infraestrutura aeronáutica com alta capacidade de absorção de meios de pessoal e de material (Natal possui três pistas de pouso), além da capacidade hoteleira. Vale ressaltar que as bases aéreas dessa região receberam grande investimento, especialmente, Natal.

Northrop F-5EM da Força Aérea Brasileira

2) A primeira edição, em 2002, foi resultado da participação e aprendizado da FAB em importantes eventos internacionais.

Desde a década de 90, a FAB vem absorvendo conhecimento com forças estrangeiras que atuaram em conflitos, como os do Iraque, Bósnia e Kosovo. Prova disso foi a nossa participação nas operações TIGRE II, Mistral I e Mistral II, em 1995, 1997 e 1999, respectivamente. Já em 2000, a participação na Operação Red Flag seria mais um fator a incentivar o desenvolvimento da CRUZEX. Foi nesse contexto que a primeira edição, em 2002, surgiria. O Tenente Brigadeiro do ar, Paulo R. R. Britto, era à época responsável pela segunda subchefia e coordenou com o General francês Raissac, um estágio para o então Coronel Aviador Gilberto Antonio Saboya Burnier na França, junto aos organizadores da operação OTAN (CAOC). A partir disso, o assunto foi encaminhado ao Comandante da Aeronáutica, à época, o Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista para que fosse implementado e executado o primeiro exercício internacional desse gênero no país.

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Tenente-Brigadeiro do Ar Burnier foi um dos idealizadores do exercício CRUZEX

3) Em 2010, na 5ª edição, dois países de primeiro mundo participaram juntos pela primeira vez na operação, na forma de coalizão de forças.

A França, que já colaborava com a CRUZEX desde seu início, participaria da Operação com os Estados Unidos. Em 2008, na edição em Natal, militares dos EUA vieram para a operação apenas como observadores. Em 2010, seria a primeira vez na história em que o caça F-16 americano, o Rafale francês e a aeronave de ataque A-1 brasileira cruzariam o céu juntos, para cumprir as missões da CRUZEX.

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 4) Em 2004, A FAB utilizaria também pela primeira vez uma aeronave própria para fazer o controle do espaço aéreo da área da CRUZEX.

Ao contrário do que aconteceu em 2002, quando um avião de controle e alarme em voo (CAV) de outro país fez a vigilância aérea do pacote (aeronaves que voam em conjunto para cumprir determinada missão), em 2004, a aeronave brasileira R-99, ainda em treinamento, iniciou sua vida operacional de controle de pacotes em conjunto com o E-3 francês. Vale lembrar que em 2006 a FAB assumiu de vez todo o controle do espaço aéreo. Tudo isso para otimizar as missões de defesa e ataque aéreo.

R-99 (39)

5) A CRUZEX estabelece parcerias com universidades para promover estágios voluntários de estudantes na área de Comunicação Social.

Essa é uma das formas utilizadas para integrar a sociedade à Operação. Apesar de o número de vagas ser variável, todas as edições contaram com a participação de estudantes de jornalismo, relações públicas ou publicidade e propaganda. Essa prática foi adotada, inclusive, por outras Forças Aéreas, a partir de 2006, comprovando a efetividade da ação.

6) 2010 foi o último ano da CRUZEX com as versões “comando e controle” e “flight” integradas.

Aos moldes da americana Red Flag, a CRUZEX foi dividida em duas versões com um único objetivo: redução de custos e maximização de aprendizado. Isso aconteceu devido ao fato de a CRUZEX conseguir uma adesão cada vez maior de participantes, aeronaves e equipamentos, expandindo sua proporção e complexidade iniciais. Em 2012, deu-se início à versão com somente comando e controle, quando uma história de conflito foi elaborada para o treinamento de planejamento e tomadas de decisão. Já neste ano, a versão flight coloca aeronaves do Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Uruguai e Venezuela para voar nos céus de Natal.

CRUZEX 2008

Em 2008, a história criada envolvia um conflito do País Vermelho que invadiu o País Amarelo, sob alegação de proteção da população. Forma-se então uma força de coalizão internacional liderada por um terceiro país, o País Azul.

Sobre a CRUZEX Flight 2013

O Exercício Cruzeiro do Sul, mais conhecido como CRUZEX,  é um exercício aéreo multinacional organizado pela FAB com o objetivo de treinar de maneira avançada missões realizadas no ambiente de guerra moderna. A CRUZEX Flight 2013 contará com novidades: a participação de militares de forças especiais (que farão infiltração com uso de paraquedas) e o uso de um pequeno aparelho (que pode ser levado até no bolso dos pilotos) para fazer o chamado “shot validation” (validação do tiro, que ocorre de maneira simulada).

A FAB empregará na edição 2013 as seguintes aeronaves: F-5EM/FM, F-2000 Mirage, R/A-1, A-29 Super Tucano, K/C-130H Hércules, E-99, SC-105 Amazonas, H-1H Iroquois (“Sapão”), H-60 BlackHawk, H-34 Super Puma e , estreando no evento, o AH-2 Sabre.

Um pouquinho das edições anteriores…

CRUZEX I – 2002

  • Países: Brasil, Argentina e França
  • Observador: Chile
  • Aeronaves: Brasil (F-5, F-103, A-1, AT-27, RA-1, R-99, C-115, C-95, KC-137, KC-130, P-95, UH-1H, CH-34, UH-50); França (Mirage 2000, E-3, KC-135); e Argentina (M-V, KC-130)
  • Locais: Base Aérea de Florianópolis (SC), Lajes (SC), Chapecó (SC), Base Aérea de Canoas (RS), Base Aérea de Santa Maria (RS), Pelotas (RS), Caxias do Sul (RS) e Passo Fundo (RS).

CRUZEX II – 2004

  • Países: Argentina, Brasil, França e Venezuela
  • Observadores: Peru, Uruguai e África do Sul
  • Aeronaves: Brasil (F-5, F-103, A-1, T-27, RA-1, R-99, R-35, C-95, SC-95, KC-130, KC-137, H-34, H-50, H-1H); Argentina (Mirage 2000, KC-135, E-3F); e Venezuela (F-16, Mirage 50, Super Puma, B-707)
  • Locais: Base Aérea de Natal (RN), Base Aérea de Fortaleza (CE), Base Aérea de Recife (PE), Campina Grande (PB) e Mossoró (RN)

CRUZEX III - 2006

  • Países: Argentina, Brasil, Chile, França, Peru, Uruguai e Venezuela
  • Observadores: Bolívia, Colômbia e Paraguai
  • Aeronaves: Brasil (Mirage III, F-5, A-1, AT-26, A-29, AT-27, R-99, SC-95, H-34, H-50, H-1H, KC-137, KC-130); Argentina (IA-58 Pucará, A-4AR Fightinghawk); Chile (A-37B Dragonfly); França (Mirage 2000, E-3F Sentry); Venezuela (KC-707, VF-5A, Mirage 50, F-16); e Uruguai (IA-58 Pucara, A-37B Dragonfly)
  • Locais: Base Aérea de Campo Grande (MS), Base Aérea de Anápolis (GO), Uberlândia (MG), Base Aérea de Brasília (DF) e Jataí (GO)

CRUZEX IV - 2008

  • Países: Brasil, Chile, França, Uruguai e Venezuela
  • Observadores: Bolívia, Canadá, Colômbia, Equador,  Grã-Bretanha, Peru e Paraguai
  • Aeronaves: Brasil (F-5, Mirage 2000, A-1, A-29, RA-1, E-99, SC-95, C-130, C-105, C-95, KC-130, KC-137,  H-1H, H-50, H-34, H-60, VU-35); Chile (F-5 III, KB-707); França (Mirage 2000); Uruguai (A-37 Dragonfly, IA-58 Pucara); e Venezuela (F-16)
  • Locais: Base Aérea de Natal (RN), Base Aérea de Fortaleza (CE), Base Aérea de Recife (PE), Campina Grande (PB) e Mossoró (RN)

CRUZEX V - 2010

  • Países: Brasil, Argentina, Chile, França, Estados Unidos
  • Observadores: Bolívia, Equador, Canadá, Inglaterra, Colômbia e Paraguai
  • Aeronaves: Brasil (F-5, Mirage 2000, A-1, A-29, E-99, C-105, C-130, C-95,  H1-H, H-60, H-34, KC-137, UH-14); Argentina (A-4, KC-130); Chile (F-16, KC-135); França (Mirage 2000, Rafale); Estados Unidos (F-16, KC-135); e Uruguai (A-37 Dragonfly, IA-58 Pucara)
  • Locais:  Base Aérea de Natal (RN), Base Aérea de Recife (PE), Base Aérea de Fortaleza (CE), Campina Grande (PB) e Mossoró (RN)

CRUZEX C2 – Comando e Controle - 2012

  • Países: Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Equador, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Peru, Suécia, Uruguai e Venezuela
  • Observador: Portugal
  • Local: Base Aérea de Natal (RN)

E aí? Curtiu? Quer saber mais? Visite o site  sobre a CRUZEX Flight 2013 e comente aqui embaixo

Fique ligado e até o próximo post!!! o/

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