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Momentos antes do voo, tensão e alegria acompanham a guerreira.

Como é voar em um avião durante a CRUZEX?! A pergunta é realizada diariamente por jornalistas, fotógrafos, fãs de aviação e todos aqueles que se impressionam com as aeronaves de combate.

Para responder a esta pergunta, colocamos a bordo de um avião A-29 Super Tucano uma Oficial da FAB que nunca antes havia sequer sentado na cabine de uma aeronave de combate. A Tenente Talita Lopes é profissional de Relações Públicas e conta abaixo como foi a emoção de participar de um voo na CRUZEX Flight 2013. Agora quem assume o comando deste post do Força Aérea Blog é a nossa tenente. Vamos acompanhar agora o depoimento dela?


LOGO CRUZEX

Foi um misto de emoção, adrenalina, medo, expectativa e ansiedade passaram a conviver comigo, quando recebi a missão de voar pela primeira vez neste caça e relatar toda a experiência. Nunca pensei que poderia algum dia realizar este sonho de voar em uma máquina de guerra!

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Super Tucano A-29

“O primeiro passo foi receber as orientações de segurança (são muuuitas!) e experimentar os equipamentos (capacete e máscara, anti-G, colete salva-vidas, bota especial com biqueira de aço), além do macacão de voo, claro, utilizado pelos pilotos da FAB! Só de começar a experimentar os equipamentos, que devem estar perfeitamente ajustados ao corpo, sinto um friozinho na barriga. São muitos cuidados, muitos bizus, tudo pela segurança de voo! Tudo também para zelar pela integridade dos tripulantes, pois caso haja algum mal-estar, a missão poderá ser abortada.

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A bota com biqueira de aço garante a integridade física do tripulante no caso de uma ejeção

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O colete salva-vidas é inflado em contato com a água. Caso haja uma ejeção e a queda aconteça na água, a segurança do combatente está garantida.

O segundo passo foi o briefing na aeronave. O avião escolhido foi um biplace, que permite levar mais um tripulante, além do piloto. São muitos botões, mas eu só estava autorizada acionar dois deles: o de voz, que permite a comunicação com o piloto sentado no posto da frente, e o de oxigênio, ligado diretamente na máscara de voo. Ah, tem o acionamento do assento ejetável, sobre o qual também recebemos orientações para utilizar no caso de uma necessidade. Mas felizmente não foi preciso nem chegar perto dele!

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Para que o voo seja tranquilo, é preciso estar familiarizado com o capacete e a máscara de oxigênio.

Tripulante “brifada”, começa a aventura! Antes de decolar, o piloto passa algumas orientações sobre a missão (o voo propriamente dito), como tempo da viagem, manobras a serem feitas e as aeronaves componentes da esquadrilha (sim, o voo é com mais três A-29!!!). O coração começa a bater mais forte!

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Voo em esquadrilha na Cruzex Flight 2013

Vamos decolar com câmera fotográfica na mão para registrar os momentos importantes. Esta também é outra orientação importante. Somente nos momentos autorizados pelo piloto podemos registrar a viagem. Não é por causa de sigilo, mas pela segurança do voo (ela está sempre presente). Algumas manobras mais radicais podem fazer com que objetos se soltem e coloquem nossa viagem em risco. Para ficar mais claro: nenhum item do avião irá se soltar, mas no caso de uma câmera carregada pelo tripulante cair no chão, a missão deverá ser imediatamente interrompida pelo piloto. Um objeto solto pode travar algum comando de voo ou se chocar contra o painel ou o tripulante, por exemplo. Isso é muito sério, imagine o perigo! Vale lembrar que as manobras fazem com que a gente sofra a chamada “Força G”. Ou seja: ficamos mais pesados (ou até mais leves) dependendo da manobra por causa da força da gravidade.

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A vista durante o voo

O voo começa bem tranquilo, indo em direção a Serra do Feiticeiro, a 110 quilômetros da Base Aérea de Natal. Nossa missão na CRUZEX Flight 2013 era um ataque simulado. Como a missão é simulada, não houve emprego de armamento real. O objetivo do treino foi aperfeiçoar a habilidade dos pilotos e colocar em prática a doutrina dos voos de pacote. A sensação de poder participar dessa missão foi indescritível! Realmente é muito emocionante!

Balsing, mergulho, recuperação… Muita informação! Vamos explicar aqui um pouco de cada manobra. No balsing, o avião ganha altura e se prepara para mergulhar. No mergulho, o aviador aumenta a potência e o avião ganha velocidade para se dirigir ao solo, se aproximar do alvo e fazer o ataque. Após o lançamento das bombas, vem a recuperação, em que o avião retoma a altura rapidamente, para se defender também de possíveis estilhaços resultantes das explosões do ataque. Nessa hora é acionado o sistema “anti-G”, que não deixa o combatente perder a consciência pela ação da Força-G.

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O equipamento “Anti-G” é acionado durante o voo. As pernas e o abdômen do tripulante são levemente pressionados para que a circulação sanguínea se mantenha inalterada.

Só para lembrar, não houve explosão nem bomba, o ataque foi simulado. Como a nossa missão foi de ataque, o voo garantiu muitos frios na barriga, pressão nos ouvidos, suor na testa, lágrimas, coração disparado e a rendição do inimigo, no caso, o meu estômago: ele não resistiu às manobras. Depois de 50 minutos de voo (a missão durou cerca de uma hora e meia) senti um pouco de mal estar e lancei mão de um item necessário aos inexperientes: o saquinho de enjoo.

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Vista da Serra do Feiticeiro

Pane sanada, vamos curtir a viagem! A bonita paisagem das montanhas me fez lembrar minha terrinha, Minas Gerais. Voar tendo como cenário um relevo acidentado faz o coração disparar novamente. A cada mergulho, mais suor na testa!

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Tenente Talita e o piloto, Tenente Aviador Munhoz.

Eu me acalmo novamente, pois o piloto é experiente e me sinto extremamente grata e abençoada pela oportunidade que me foi dada! Hora de pousar, mais uma alegria! Caças Mirage pousam em uma pista ao lado, para fechar a missão com chave de ouro!”

Graduados

Militares responsáveis pelos equipamentos de segurança para o voo
Acima, começando pela esquerda: Suboficiais Giacomelli e Marcelo , 3º Sargento Gerson e 1º Sargento Santos. Abaixo, da esquerda para direita: 3º Sargento Brandão, 1º Sargento Brown, Soldado Lucas Mattos e 2º Sargento Rigon.

Depois do pouso, a Tenente Talita confessou que estava sonolenta: a noite anterior havia sido de insônia e ansiedade. Mas muito trabalho ainda estava pela frente, como preparar as imagens do voos mídias sociais da Força Aérea Brasileira. Acompanhe as mídias sociais da FAB. Lá você encontra novidades e todas as informações sobre como ingressar na Força.

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