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CAM00242O assunto do nosso blog essa semana é uma tarefa que a gente faz com muito orgulho e carinho… Ultimamente, vocês devem ter percebido o grande volume de missões de transporte de órgãos que a FAB tem protagonizado, ajudando a salvar muitas vidas pelo Brasil. Vamos desvendar hoje como funciona esse transporte, desde a chamada inicial até a chegada do órgão à pessoa que espera. Essas missões têm um nome muito peculiar: MISERICÓRDIA! Missões de #Misericórdia da Força Aérea Brasileira!

Primeiro passo: a solicitação de apoio aéreo… uma aeronave…

Primeiro, a Central de Captação de Órgãos de um estado entra em contato com o SALVAERO (organização que coordena as unidades militares de busca e salvamento) da sua região para solicitar uma missão de transporte de órgãos. O #SALVAERO, por sua vez, contata o SERSA (Serviço de Saúde da FAB, cada Comando Aéreo Regional – COMAR – possui um) de sua região para repassar a demanda do transporte. Por fim, o #COMAR envolvido autoriza a missão e solicita ao Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA) de sua área que concretize a incumbência juntamente com uma equipe médica de quem solicitou o transporte.

Mapa das regiões compreendidas por cada SALVAERO.

Mapa das regiões compreendidas por cada SALVAERO.

Após todas as autorizações, o SERSA retorna para a Central de Captação para confirmar dia e horário, de acordo com a disponibilidade do Esquadrão e urgência do pedido. Dependendo do caso, existe a possibilidade de coordenação com o Corpo de Bombeiros local para que, ao retornar com o órgão, um helicóptero já esteja na Base Aérea pronto para fazer o transporte até o hospital, evitando imprevistos, como trânsito, por exemplo.

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Pilotos durante voo para transporte de órgão.

É preciso lembrar que esse tipo de transporte também é feito por aeronaves comerciais, desde que o pedido coincida e possa esperar um voo comercial já existente. A FAB atua justamente nos intervalos de tempo em que não dá pra esperar o transporte por meio de companhias aéreas.

Centrais de Captação de Órgãos

A Central de Captação de Órgãos de cada estado é responsável por toda a captação e distribuição de órgãos de seu respectivo estado. Ao receberem uma oferta de um órgão de outra localidade, entram em contato com os hospitais ou clínicas credenciadas para verificar o interesse deles. Muitas vezes, os órgãos já estão destinados a um paciente que se encontra na fila nacional de transplante de órgãos.

De acordo com Viviane Marçal da Silva, enfermeira da Central de Captação do DF, “caso não exista uma logística comercial para o transporte, entramos em contato com a FAB para que nos ajudem”. Ela completa: “o coração, por exemplo, tem um tempo de apenas 6 horas entre a retirada de um paciente e o implante em outro, por isso, às vezes, a ajuda da Força Aérea é fundamental para que esse tempo seja cumprido”. Viviane diz que a FAB foi acionada 8 vezes, de janeiro até setembro de 2013.

No Distrito Federal, por exemplo, a Central de Captação pode entrar em contato com os seguintes hospitais, de acordo com uma prévia habilitação para a realização das cirurgias. Veja abaixo:

Clínica de cardiologia – coração, pulmão, córneas, rins, fígado.
Hospital de Base – rins e córnea
Hospital Universitário de Brasília – rins e córnea
Hospital Brasília – fígado, medula
Hospital Santa Lúcia – rim, medula, osso

a ajuda da FAB é imprescindível para o andamento do sistema”, afirma João Luís, Diretor Técnico da Central de Transplante de São Paulo.

Para que a possibilidade de fraudes seja nula, a escolha dos possíveis receptores de um órgão é feita por um software. A Central entra em contato com a equipe médica dos candidatos até que um aceite o órgão: “pode acontecer de o médico recusar por conta das características do doador serem incompatíveis com a do receptor ou por o paciente não estar em condições de se submeter a uma cirurgia”.

Acionamento nas madrugadas

Segundo o Major Aviador Ivan Karpischin, Operações do 6º ETA (Esquadrão Guará), sediado em Brasília-DF, o Esquadrão realiza cerca de quatro missões desse tipo por mês. A madrugada é o período em que ocorre a maioria dos acionamentos, principalmente, por conta da falta de disponibilidade de aeronaves comerciais. O Major Karpischin e a Tenente Ana Cláudia, da SERSA-6, afirmam que as cidades que mais recebem as missões do Esquadrão são Uberlândia-MG, Belo Horizonte-MG, Goiânia-GO, São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ.

Mas esse dado pode variar de mês para mês, assim como a frequência de acionamentos. O Esquadrão Guará vai para suas missões com três tripulantes e cerca de quatro pessoas da área médica. Os profissionais da saúde fazem a remoção do órgão no local e avaliam as condições, enquanto a tripulação aguarda a postos para levá-los de volta à Brasília.

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Equipe de saúde coloca órgão já captado dentro da aeronave.

Veja como foi a ajuda da FAB para transplante de pulmão inédito no Centro-Oeste.

 

Os órgãos mais transportados pelo Esquadrão são coração e fígado. O 6º ETA utiliza as seguintes aeronaves: C-95 Bandeirante, VC-97 Brasília e o Learjet (especialmente para transportes que precisam de velocidade). Dados do SALVAERO de Brasília mostram que foram feitas 18 missões desse tipo até o dia 12 de novembro em sua região. Só em setembro, o registro foi de 5 casos.

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C-95: Uma das aeronaves mais utilizadas pelo 6º ETA.

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Learjet: importante quando há urgência no transporte.

 

Confira aqui mais detalhes de uma missão realizada que possibilitou o transplante de um coração.

Outro Esquadrão que realiza muitas missões de transporte de órgãos é o 4º ETA (Esquadrão Carajá), de São Paulo-SP. A média de acionamentos que o Carajá recebe é de dois contatos por mês. Nos últimos cinco anos,  48 casos de transporte foram registrados, sendo as cidades de São José do Rio Preto e Bauru as que mais recebem o apoio da Força Aérea, com 12 e 8 casos respectivamente. O órgão mais transportado é o fígado, que abrange 74% dos casos. O Esquadrão também registrou, nos últimos anos, transportes de coração, pulmão, pâncreas e rins, utilizando as seguintes aeronaves: C-95 Bandeirante e C-97 Brasília.

TRANSPORTE DE ORGÃOS

Equipe do 4º ETA após a concretização da missão.

Saiba mais sobre as missões de transporte já realizadas pelo 4º ETA.

O 1º ETA (Esquadrão Tracajá), localizado em Belém-PA, apresenta uma média de seis missões de misericórdia ao ano. As localidades mais atendidas são Alcântara-MA, Tiriós-PA, Monte Dourado-PA e Palmeira do Javari-AM. Quanto às aeronaves, o Tracajá utiliza: C-98 Caravan, C-95 Bandeirante e C-97 Brasília.

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Missões de Misericórdia (MMI) da FAB são realizadas em todo o Brasil.

O 1º ETA utiliza, também, a aeronave C-98.

O 1º ETA utiliza, também, a aeronave C-98 Caravan.

O 3º ETA (Esquadrão Pioneiro), sediado no Rio de Janeiro-RJ, é mais um Esquadrão que realiza Missões de Misericórdia (MMI), incluindo o transporte de órgãos. O Tenente Rodrigo, do Esquadrão, conta que eles realizam pelo menos uma missão todo mês. As cidades mais atendidas sãs as do interior do Estado, como Passos-MG e Campos-RJ. O Pioneiro também já fez transporte para cidades maiores, como Brasília-DF e Londrina-PR. O órgão mais transportado nas aeronaves do esquadrão é o fígado:  ”o Hospital de Bonsucesso no RJ é considerado referência neste tipo de transplante”, afirma Rodrigo.

Veja aqui mais detalhes de uma missão realizada pelo 3º ETA.

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O 3º ETA utiliza a aeronave C-98 Caravan para o transporte de órgãos.

O Tenente Rodrigo também nos explica que a escolha da aeronave depende do que seja necessário na missão: “se precisar de velocidade ou que a aeronave seja pressurizada, é utilizado o C-97 Brasília. Já em cidades que possuem a pista de pouso curta, é necessário fazer o uso do C-95 Bandeirante”. Além de órgãos, o 3º ETA também realiza o transporte de enfermos de cidades pequenas para outras com hospitais maiores, como o Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG) e Hospital Central da Aeronáutica (HCA).

Aeronave C-97 Brasília, é uma das utilizadas pelo Esquadrão

A aeronave C-95 Bandeirante é utilizada quando a pista de pouso é curta.

 

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A aeronave C-97 Brasília é uma das utilizadas pelo 3º ETA.

Em Manaus, o 7º ETA (Esquadrão Cobra), além de realizar as já citadas Missões de Misericórdia (MMI), também tem expressiva participação em Evacuações Aeromédicas (EVAM). As evacuações transportam pacientes que precisam ser levados para algum hospital com urgência.

Só neste ano o Esquadrão Cobra participou de onze EVAM e seis MMI. As localidades envolvidas costumam ser Manaus (AM), Tabatinga (interior do Amazonas) e Rio de Janeiro, sendo a maior parte das evacuações relacionadas à fratura sofrida pelos transportados. O Esquadrão de Manaus também utiliza o C-95 Bandeirante e o C-97 Brasília para as missões.

Curtiu o trabalho dos ETAs da FAB? Então conheça abaixo mais algumas informações deles.

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Transplante de coração no DF

No Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, conta a assessora de comunicação Anna Virgínia Souza, a FAB teve participação no transporte de dez corações no ano de 2012. Foram quatro órgãos de São Paulo, um de Goiânia, dois de Campo Grande e um do Rio de Janeiro. Ela lembra alguns dos cuidados requeridos nesse tipo de missão: “a distância viável para uma captação não deve ultrapassar 3 horas de voo. Em geral, qualquer localidade até 1000 km”.

O coração e o pulmão, por exemplo, são órgãos que possuem um tempo de isquemia menor (tempo que o órgão pode ficar fora do corpo humano) e por isso o transporte não pode ser demorado. “Tanto o coração quanto o pulmão tem cerca de 4 horas para que ocorra o transporte e transplante. Levando-se em consideração que o transplante dura cerca de 1 hora, neste caso, o transporte deve ocorrer em no máximo 3 horas”, explica Anna Virgínia.

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Veja o tempo de isquemia de alguns órgãos.

Tragédia em Santa Maria-RS: a ajuda da Força Aérea foi fundamental

Um avião C-105 Amazonas do 1º/15º GAV (Esquadrão Onça) foi adaptado com sete leitos de UTI. Como as UTIs da cidade eram poucas, o transporte por intermédio da FAB para outras cidades, principalmente, Porto Alegre, foi de grande valia.  Os números contabilizados pela FAB na tragédia impressionam: 12 aeronaves, 91 missões realizadas e 104 horas de voo, mais de 1000 militares mobilizados e 52 pacientes em estado grave transportados com sucesso.

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Santa Maria: atuação de militares foi exemplo.

Aeronave C-105 teve grande valia no transporte de medicamentos.

Aeronave C-105 teve grande valia no transporte de itens médicos.

 

Durante a missão, o Coronel Médico Cloer Vescia Alves, Chefe da Divisão Médica do Hospital de Aeronáutica de Canoas (HACO), confirmou a importância da ajuda da FAB: “Considero um marco na história do Serviço de Saúde da Aeronáutica, pois não há relatos conhecidos de que já se tenha feito transporte de sete pacientes simultaneamente, principalmente se tratando de uma UTI Aérea que foi configurada em apenas duas horas”, afirmou.

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A Força Aérea também foi importante no transporte de medicamentos.

Clique aqui e leia a matéria completa sobre a atuação da #FAB veiculada na Revista Aerovisão (edição 236).

Conheça abaixo alguns casos de atuação da FAB

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Em 2011, a pequena Larissa precisava de um implante de coração e contou com a apoio de transporte da Força Aérea.

Veja a história de Larissa publicada na Revista Aerovisão.

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Em novembro de 2008, o Grupo de Transporte Especial (GTE) ajudou a salvar a vida de Ananda Layza Bomfin, que tinha apenas 5 anos. Ela decolou a bordo de um LearJet, de Brasília para São Paulo, para realizar um transplante de fígado no Hospital da Criança.

 

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Há poucos dias, o 6º ETA realizou transporte de coração e pulmão de Hidrolândia-GO para Brasília. O receptor foi o primeiro paciente da região centro-oeste a ser submetido a um transplante de pulmão.

 

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Primeiro transplante de pulmão do Centro-Oeste foi realizado no DF, há cerca de uma semana. O transporte da FAB foi fundamental para o sucesso da operação.

 

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No início deste ano, a FAB transportou o coração de uma criança de sete anos, de Canoas-RS para Brasília-DF. Uma criança de dois anos recebeu o órgão em uma cirurgia bem sucedida.

 

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C-97 Brasília transportou um fígado captado na cidade mineira de Passos para a realização de um transplante em um paciente no Rio de Janeiro. O 3º ETA foi o responsável pelo transporte do órgão.

 

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Aeronave da FAB transportou coração para transplante de São Paulo-SP para Brasília-DF. Foi utilizado um Learjet do 6º ETA para a missão.

 

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Avião da FAB realiza transporte de fígado para transplante em Recife.

 

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Aeronave transporta órgãos para transplante. O órgão foi captado em Dourados-MS para um paciente de São Paulo. Aeronave utilizada: C-95 Bandeirante. Esquadrão:  4º ETA.

 

O Esquadrão Cobra (7⁰ ETA) levou esperança para cinco pessoas! Uma aeronave C-97 Brasília foi acionada para transportar dois rins, duas córneas e um fígado de Rio Branco (AC) para Brasília.

O Esquadrão Cobra (7⁰ ETA) levou esperança para cinco pessoas! Uma aeronave C-97 Brasília foi acionada para transportar dois rins, duas córneas e um fígado, de Rio Branco-AC para Brasília-DF.

 

Agora ficou fácil de entender o motivo pelo qual recebemos, neste ano, o prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e Tecidos 2013.

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