Main menu

1922121_706887852696279_1059322430_nVocê já pensou em morar no interior de São Paulo e passar quatro anos estudando para realizar o desejo de ser militar da Força Aérea Brasileira? Você sonha com os momentos das fotos ao lado? Então, imagine só quando esse sonho envolve pessoas da mesma família?

Pois é, estes casos existem e nós trazemos pra você no Força Aérea Blog as histórias do Tenente Aviador Rodrigo Perdoná, do  Sargento Músico Paulo Rezende e dos irmãos Tenente Aviador Márcio e Tenente Aviador Marcello Sardinha.

Eles seguiram exemplos na própria família e estão felizes com a carreira escolhida. O Tenente  Perdoná tem dois irmãos sargentos especialistas e o exemplo do Sargento Rezende levou quatro de seus seis irmãos a vestirem o azul. Os gêmeos Tenentes Márcio e Marcelo ingressaram na FAB pelo exemplo do irmão mais velho, o Suboficial Antonio Carlos Sardinha.

Todos eles dizem que no final tudo valeu a pena, como conta a 3º Sargento Marta, da família Rezende: “Eu digo que vale a pena estudar na Escola de Especialistas de Aeronáutica. Os galpões de especialidade têm uma estrutura muito boa, o ensino é de ótima qualidade e os instrutores bem preparados. Fazemos amizades para a vida inteira, conhecemos pessoas de vários lugares do Brasil”, lembra entusiasmada. Sobre a Academia da Força Aérea, todos consideram um sonho realizado: “Eu lutei para entrar na AFA e tenho muito orgulho de ser aviador. É tudo o que sonhei”, afirma o Tenente Aviador Márcio. “Sempre foi o meu sonho fazer parte da Aviação de Caça”, completa o Tenente Aviador Perdoná. Vamos conferir agora?

De olho no céu do Brasil

O gaúcho Tenente Perdoná conta que fez o concurso para a FAB por influência do seu pai, o ex-sargento da FAB Julio César Perdoná, que atua como controlador de tráfego aéreo. O piloto de caça recorda  o momento mais marcante de sua vida: quando teve a oportunidade de interagir com o próprio pai durante um voo. “Eu era cadete e, um dia, tive uma instrução na aeronave T-27 com destino a Base Aérea de Florianópolis, em Santa Catarina. Meu pai trabalha no Aeroporto Internacional de Navegantes. Quando estávamos próximos à área, eu ouvi a voz do meu pai controlando a aeronave. Foi emocionante”, explicou o militar que pilota um dos caças A-1 do Primeiro Esquadrão do Décimo Sexto Grupo de Aviação, o Esquadrão Adelphi , no Rio de Janeiro. A paixão pela Aviação vai além da caça para o Tenente Perdoná. No comando do C-98 Caravan, o piloto já participou de missões de transporte de órgãos, uma das atividades mais importantes da FAB.

A influência do ex-sargento da FAB na vida dos filhos foi mais além. Os dois irmãos do Tenente Perdoná também vestem o azul, mas optaram pela Escola de Especialistas de Aeronáutica. São os controladores de tráfego aéreo 3º Sargento Juliana Perdoná, que trabalha no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Porto Velho (DTCEA-PV), em Porto Velho, Rondônia, e 2º Sargento Adriano Teixeira, que serve na torre de controle do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Uma família unida com os olhos nos céus, tanto em terra quanto no ar.

IMG_9610

Os Perdoná durante formatura na Escola de Especialistas. Foto: Acervo pessoal

Já imaginou ter uma vista dessas? Confira  imagens de um voo do Tenente Perdoná, no  Esquadrão Adelphi, e se prepare para o concurso da Academia da Força Aérea. Acompanhe no Portal FAB a abertura dos concursos.

1898073_706863052698759_443830816_n

Mais uma missão cumprida pelo Esquadrão Adelphi. Fotos: Ten Av Rodrigo Perdoná.

Inspiração para a família

A escolha do Segundo Sargento Paulo Rezende foi a música, mas o seu exemplo de perseverança e de dedicação a um sonho se tornaram inspiração para quatro dos seus seis irmãos. O primeiro foi Jonas Luiz, 29 anos, seguido de Marta, 23 anos. Nathália, a mais nova, 22 anos, formou-se em 2011. Thiago, 26 anos, o quinto irmão da família Rezende que veste azul, escolheu ser taifeiro. “Tenho muito orgulho em vestir o azul. A música e a FAB transformaram a minha vida”, afirma o Rezende mais velho.

aerovisão

Os Rezende reunidos na formatura da Sargento Marta. “Especialistas! Avante ao ar!” Foto: Agência Força Aérea.

Todos os Rezende da FAB afirmam que o irmão mais velho teve grande influência na escolha da carreira. O Segundo Sargento Jonas Rezende também é músico e toca trombone, fez o curso técnico em contabilidade e escolheu a carreira de Serviços Administrativos na Escola de Especialistas. Marta fez o curso técnico em administração, formou-se especialista em Serviços Administrativos e trabalha na Seção de Controle Interno da Prefeitura de Aeronáutica de Brasília (PABR), no Distrito Federal.

Nathália escolheu o técnico em Enfermagem e atua no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Minas Gerais, no Esquadrão de Saúde Reforçado que atende à Guarnição de Aeronáutica no Estado. “Eu quis estudar na Escola de Especialistas desde os dez anos, quando vi a formatura do meu irmão mais velho [Segundo Sargento Paulo Rezende]. A partir deste momento, passou a ser meu sonho também ser sargento. Foi a melhor decisão que já tomei na vida e com certeza faria tudo de novo”, conta Marta. Saiba mais sobre a família Rezende na Revista Aerovisão.

A família Rezende deu o seu depoimento na campanha Valores da FAB. Assista no Portal FAB no You Tube.

Os gêmeos aviadores e o irmão especialista

E quando os dois pilotos são idênticos e trabalham no mesmo Esquadrão? Este é o caso dos Tenentes Aviadores Márcio e Marcello Sardinha, irmãos gêmeos e aviadores do Esquadrão Orungan, em Salvador. Dizem que, quando os irmãos são gêmeos, acabam fazendo as mesmas escolhas. Pois bem, eles escolheram a patrulha e o P-3 AM Órion, o guardião do pré-sal.

“Nós queríamos servir juntos e no mesmo Esquadrão. Foi o que nos motivou, além do trabalho na Aviação de Patrulha em um avião que ninguém havia pilotado antes, o P-3. Quando tivemos a palestra sobre o P-3  no Esquadrão Rumba (que forma os pilotos de patrulha) achei que seria um desafio e tanto para a minha carreira, e meu irmão seguiu o mesmo caminho, anos depois”, conta o Tenente Aviador Marcello. “Eu pesquisava muito sobre a carreira do aviador na FAB e me impressionavam as missões humanitárias e de vigilância de fronteiras”, lembra o militar.

1609665_706978266020571_33498903_n

Os irmãos aviadores Marcello e Márcio na Base Aérea de Salvador.

Sobre o Suboficial Antonio Carlos, o que eles dizem?  “Eu ingressei na FAB por influência do meu irmão Antonio Carlos, que hoje serve no GABAER. O Antonio Carlos é o meu exemplo de profissional militar e foi o meu apoio quando eu ingressei na AFA, em 2003″, explica Marcello.

Márcio entrou no ano seguinte, e já contou com o apoio do irmão. “Eu ingressei em 2004 na AFA e  o Marcelo  estava na Academia, então a fase de adaptação foi mais tranquila. Eu também contava com o Antonio Carlos quando precisava. Eu tenho os dois como exemplo”, recorda o militar.

O SO Antonio Carlos lembra o dia em que o Márcio foi chamado para a AFA.  “Eu fui um dos primeiros a receber a notícia de que o Márcio tinha ingressado na AFA. Eu estava no trabalho quando eu soube. Quando recebemos o telefonema de Pirassununga, o Márcio estava no curso, porque ficou classificado, mas não havia sido aprovado.  Eu pedi para o diretor do curso dar a notícia a ele. O Márcio conta que estava em sala de aula quando soube e não escondeu a surpresa.  O único recado que deixou para a turma foi: “estudem e se superem, que vale a pena. Vejo vocês na AFA.” Depois dessa, como  não ter muito orgulho do meu irmão? Aliás, dos dois irmãos!”, conta o Suboficial.

Você conhece mais histórias como estas? Conte para a gente. Acompanhe o Força Aérea Blog. Até mais!

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Comente pelo Facebook