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Tudo bem que ingressar na Academia da Força Aérea já é um mérito e tanto para os que sonham em ser aviador. Mas e depois? Como se dá a formação do piloto militar dentro da Academia? (Ahá, é isso que você queria saber, não?!)

Pois é, leitores. Vida de cadete não é fácil não! Além do estudo e da dedicação integral e exclusiva, os cadetes têm aulas de educação física e à noite, “doutrina de caserna”. São inúmeras instruções antes de realizar o tão sonhado primeiro voo.  Alguns temas, por exemplo, são ministrados pelos próprios oficiais instrutores da AFA e incluem os mais variados assuntos: mecânica, hidráulica, elétrica, manutenção e tudo mais que possa estar descrito nos manuais de aeronave.

Tudo isso agrega conhecimento e complementa a formação do piloto militar.

 

 

Primeiros passos

É só no segundo ano de academia que os cadetes começam a prática de pilotagem. Você sabia, por exemplo que a instrução salto de emergência de paraquedas faz parte dessa parte prática? Olha que bacana o vídeo dos cadetes saltando:

 

 

A instrução de voo em si acontece num avião de motor a pistão, que é o caso do T-25 Universal. T, de treinamento, caracteriza a aeronave que tem sido usado há mais de 3 décadas pela AFA na instrução básica dos cadetes, e atende bem as expectativas de introdução à pilotagem básica (gente, apesar de toda discussão para mudar a aeronave no treinamento dos cadetes, muitos pilotos garantem: o T-25 voa muito bem dentro do esperado).

Durante todo treinamento, que dura cerca de 6 meses (aproximadamente 60hs de vôo), há um instrutor acompanhando o cadete lado a lado.

Instrucao de Voo no 2º EIA

Esse período se divide em 4 fases e em cada uma delas, o cadete faz um voo solo. As fases são:

  • Pré-solo
  • Manobras e acrobacias
  • Formatura
  • Navegação

 A fase pré-solo é aquela em que o cadete aprenderá sobre os princípios básicos de operação das aeronaves. Ele tem que se orientar visualmente, considerando o horizonte e espaço. Até então, o foco ainda não é a utilização dos instrumentos de navegação.

A próxima etapa é o aprendizado de manobras e acrobacias. Imaginem como seria levar o avião até o seu limite. Então, é assim que os cadetes aprendem a sair de situações de risco. Eles testam e sentem todo o potencial da aeronave, fazendo as mais diversas manobras e acrobacias (loop, oito preguiçoso, tunô lento,dentre outros). Tudo isso para aprender a prever e tomar decisões em situações extremamente perigosas.

Em seguida vem o voo em formatura. A ideia é voar na ala do líder, que é o piloto instrutor.  Essa etapa é tão importante quanto as outras, mas tem uma característica peculiar que permeia qualquer carreira militar: espírito de corpo e confiança. Os cadetes seguem a risca toda orientação do líder, pois qualquer decisão própria pode por em risco toda formação e vida dos pilotos.

Por último, vem a navegação. Nessa fase é esperado que o cadete use mapa, relógio e terreno aprendendo a se orientar e se localizar no tempo e no espaço.

Todo esse preparo habilita o piloto militar para situações adversas que a pilotagem civil não contempla. Por isso, pra quem viu na “Flor do Caribe” o personagem piloto Cassiano salvando a aeronave de uma pane, não se assuste, pois desde sua formação básica na Academia eles são treinados e capacitados para isso. Numa situação real um piloto militar realmente poderia auxiliar tomando atitudes que fazem a diferença entre a vida e a morte!

E aí? Anotaram tudo? Então fiquem ligados que na PARTE II falaremos sobre a instrução de pilotagem avançada, no T-27.

Até a próxima!!!

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