Main menu

Aeronaves do Esquadrão Guardião.Você sabia que possuímos uma base aérea estrategicamente instalada no coração do Brasil? E que essa base comporta esquadrões com nobres missões de defesa aérea e reconhecimento?

Base Aérea de Anápolis (BAAN),  esse é o seu nome. Por ser relativamente jovem, possui uma história ainda curta. Vamos conhecê-la de uma forma diferente, começando primeiro pelos dias de hoje?

No dia 05 de abril de 2014 a BAAN completou 42 anos de criação. Atualmente a Unidade dá suporte a duas unidades aéreas: o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), que cumpre as missões de defesa aérea da Capital Federal e o Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV, Esquadrão Guardião), o qual auxilia no projeto SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), dentre outras missões.

Nessa base também estão sediadas outras duas unidades: a Prefeitura de Aeronáutica de Anápolis (PAAN) e o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Anápolis (DTCEA-AN), que realiza o controle do espaço aéreo de Goiânia e Anápolis.

DTCEAAN

DTCEA-AN.

Está planejado para, nos próximos anos, a Base de Anápolis receber  o 3º Grupo de Artilharia Antiaérea de Auto Defesa (3º GAAD), que irá capacitar os militares de infantaria a dar, em solo, todo o apoio às missões aéreas, tanto em tempos de paz, quanto em tempos de conflito.

Devido às particularidades do clima do interior do país, que chega a ficar sem chuvas por aproximadamente 7 meses do ano, a BAAN apresenta condições meteorológicas propícias para receber esquadrões de várias partes do País, que se deslocam para a realização de manobras. Em 2014 já estão confirmados 5 exercícios envolvendo esquadrões de todo o país.

Para tomar conta de seus 16 mil hectares de área patrimonial, a Base Aérea de Anápolis possui um efetivo de cerca de 1.500 pessoas, entre civis e militares. No cumprimento dessa missão, a exemplo da maioria das bases da Força, o efetivo divide-se em esquadrões, que são os responsáveis por todo o suporte administrativo e operacional. Nesse contexto, pode-se observar o Esquadrão de Saúde, que atende os militares da ativa e da reserva, além de seus dependentes; outra Organização é a Unidade Orgânica de Infantaria, que cumpre várias missões, destacando-se dentre elas a formação de soldados e a gerência das equipes de segurança da Base.

A BAAN também possui o Esquadrão de Suprimento e Manutenção, responsável por fornecer todo o suporte logístico às aeronaves dos dois esquadrões, atividade laboriosa e extremamente necessária desempenhada há 41 anos, desde a época dos antigos Mirages III, que voavam no 1º GDA, no cumprindo das missões de defesa aérea.

A Era dos Mirages e o 1º GDA

A Base Aérea de Anápolis, curiosamente, foi uma das únicas bases a ser construída em função do recebimento de um novo projeto. Tudo começou no ano de 1970,  quando o então Ministro da Aeronáutica, Marechal-do-Ar Márcio de Souza e Mello anunciou a compra dos supersônicos Mirages F-103. Era o que a Força Aérea teria de mais moderno em questão de vetores.

Abertura da pista.

Abertura da pista.

Com a mudança da capital para Brasília e, com a certeza de que os Mirages seriam utilizados para protegê-la, buscou-se um local ideal para alocar os novos aviões. Um lugar estratégico, próximo à capital (160 km a oeste) mas, ao mesmo tempo, que não teria o espaço aéreo tão congestionado, facilitando o acesso rápido à Capital Federal.

Primeiro voo do Mirage III

Primeiro voo do Mirage III.

Anápolis foi escolhida por sua localização e, principalmente, por todo o apoio oferecido pela cidade à Aeronáutica. Todos os terrenos, da base e das vilas, o sistema de iluminação e etc., tudo foi rapidamente orquestrado por cidadãos anapolinos, encantados com a ideia da instalação de uma base em sua cidade.

Em 1973 ocorreu o primeiro voo do Mirage III. A pista principal da BAAN já estava pronta e, desde então, a cidade sedia com orgulho uma base da Força Aérea Brasileira. O relacionamento da base com a cidade sempre foi profícua, tendo a presença maciça dos cidadãos em todos os eventos promovidos pela BAAN, inclusive com participação ativa nos projetos desenvolvidos pela Base Aérea.

A história do 1º GDA, também conhecido como Esquadrão Jaguar, está intimamente ligada à história da Base Aérea de Anápolis. No princípio as duas organizações eram apenas uma quando, em 1972, foi criada a 1ª Ala de Defesa Aérea (1ª ALADA) com a finalidade de receber as novas aeronaves da Força. Somente em 1979 a 1ª ALADA foi desativada quando, então, criou-se a Base Aérea de Anápolis e o 1º Grupo de Defesa Aérea.

1º GDA

1º GDA.

Por 41 anos operando as aeronaves da francesa Dassault, os memoráveis Mirages, o 1º GDA cumpre a missão de defesa do espaço aéreo nacional, especialmente da capital do país. Desde o início o esquadrão deveria manter piloto e aeronave prontos para qualquer chamado, é o serviço de alerta. No momento, essa função está sendo mantida por diversos esquadrões da Força Aérea que, rotativamente, vêm à base para manter o alerta de defesa aérea.

Com o recente anúncio da escolha dos novos caças, Gripen, em substituição aos Mirages 200o, o Esquadrão aguarda a chegada do novo vetor com ansiedade. “A aquisição dos Gripens será um salto tecnológico e doutrinário não só para o esquadrão, mas para a toda a Força Aérea”, afirma o Comandante do 1º GDA, Major Cláucio Oliveira Marques, que completa: “os pilotos do 1º GDA estão fazendo cursos da aeronave F-5M e se preparando para receber as novas aeronaves.”

Major Marques

Major Marques.

BVR I

F-5M.

2º/6º GAV – Esquadrão Guardião

O Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação também desenvolve um trabalho estratégico para a manutenção da soberania aérea e ambiental.

Aeronaves do Esquadrão Guardião.

Aeronaves do Esquadrão Guardião. Na frente está o R-99.

O jovem Esquadrão Guardião foi criado em 1999 e é dividido em duas esquadrilhas. A Primeira Esquadrilha, que opera as aeronaves E-99, equipadas com o radar Erieye, de vigilância aérea. Realiza as missões de Controle e Alarme Aéreo Antecipado, que inclui vigilância radar, vetoração de interceptadores e controle de tráfego aéreo.

Aeronaves do Esquadrão Guardião.

Aeronaves do Esquadrão Guardião.

A Segunda Esquadrilha, que utiliza as aeronaves R-99 e realiza missões de Sensoriamento Remoto e Reconhecimento Aéreo em prol do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e da Força Aérea Brasileira. O seu radar é de Abertura Sintética, que gera imagens do terreno, de dia ou de noite, independente das condições meteorológicas.

2/6 GAV - Esquadrão Guardião.

2º/6º GAv – Esquadrão Guardião.

As duas esquadrilhas desempenham um singular papel em prol da proteção do nosso espaço aéreo e vigilância ambiental e terrestre. O E-99 cobre espaços onde os radares de solo não conseguem atingir e o R-99 promove a vigilância de desmatamentos, queimadas, inundações, derramamento de óleo, pistas de pouso irregulares e muito mais.

Se a natureza é a nossa riqueza, o Esquadrão Guardião é aquele vigia, dia e noite, o que temos de mais precioso.

Comprometimento

A Base Aérea de Anápolis se caracteriza por possuir, em sua história, diversos militares que escolheram trilhar a maior parte de sua carreira militar na organização, pela empatia positiva com a localidade ou por terem desenvolvido laços com a mesma. O Suboficial Paulo Henrique Dias de Carvalho, 46 anos, é um exemplo dessa tradição. Militar do Esquadrão de Suprimentos e Manutenção (ESM), completa, em 2014, 28 anos em Anápolis, sendo o militar da ativa há mais tempo na BAAN.

“Cheguei à Base com 17 anos, vim direto da Escola de Especialistas da Aeronáutica. Gostei muito daqui e, por isso, nunca quis mudar. A Base é bem operacional, com excelentes profissionais. Apesar de muitas horas sem dormir, de dedicar minha vida em prol do desenvolvimento do esquadrão, sou muito feliz aqui. Construí muitos amigos, uma família, tenho uma esposa maravilhosa, dois filhos, um deles está em Guaratinguetá/SP, seguindo os meus passos e o outro nasceu no Hospital aqui da Base. Meu serviço hoje é mais burocrático, mas sou muito orgulhoso de fazer parte da história dessa Base.”

SO D Carvalho.

SO D. Carvalho.

Responsabilidade Social

A Base Aérea de Anápolis também realiza projetos sociais, tanto para seu público, quanto para a comunidade local. O núcleo da BAAN do Projeto Forças no Esporte completará oito anos e, em 2014, com público recorde, 400 crianças. Aqui, essas crianças realizam atividades esportivas como futebol, natação, atletismo, vôlei de areia, judô, dança e atividades lúdicas como pintura e teatro, quando não estão na escola.

Projeto Forças no Esporte.

Projeto Forças no Esporte.

A aluna Thalita de Fátima Silva, de 14 anos, da Escola Estadual Herta Leizer, começou esse ano no projeto. Visitou, pela primeira vez, a BAAN: “Eu amei o canil, achei muito interessante e legal, a Base é muito legal. Estou gostando muito do projeto, valeu a pena acordar cedo pra vir pra cá. O que eu mais gosto é da natação e da dança. O almoço é muito gostoso, principalmente depois que eu soube que são homens que cozinham, lá em casa homem não cozinha bem assim não! Acho o projeto muito criativo.”

Thalita de Fátima.

Thalita de Fátima.

Há também o Projeto Soldado Cidadão da Força Aérea que visa preparar o soldado para que, ao cumprir seu tempo obrigatório, possa ter uma posição no mercado de trabalho. Na BAAN o projeto é realizado através de parcerias com o SESI, SENAI e outros que disponibilizam cursos nas mais variadas modalidades a fim de fornecer uma formação para o soldado.

Nesse breve relato podemos perceber que a Base Aérea de Anápolis, apesar de ter um curto período de existência, é uma base estratégica para o nosso país e que está em constante mudança. A vinda do 3º GAAAD demonstra que o crescimento está só começando e, quando recebermos os novos caças da Força Aérea, estaremos cumprindo a missão de nossa força, fazendo a vigilância e proteção de nosso espaço aéreo, mantendo assim, a soberania nacional.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Comente pelo Facebook